Presidenta defende Petrobras e promete extirpar corrupção
Diante de seu novo ministério, Dilma anunciou medidas para combater desvios de conduta
Luisa Brasil
Brasília - Retomando o discurso feito durante a
corrida eleitoral, Dilma Rousseff enfatizou, nesta quinta-feira, a
necessidade de promover a reforma política e de implementar medidas de
combate à corrupção. No primeiro discurso de sua posse, no Congresso
Nacional, a presidenta prometeu enviar ao parlamento ainda neste
semestre um pacote com uma série de mecanismos para aprimorar o combate a
desvios de conduta.
“A corrupção rouba o poder legítimo do povo. A
corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os
brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada”, disse.
As medidas elencadas foram propostas durante a campanha. Entre elas
estão criminalizar o enriquecimento de agentes públicos que não tenham
justificativa ou origem comprovada, criminalizar a prática de caixa 2 na
legislação eleitora e agilizar os processos de pessoas que tenham foro
privilegiado na Justiça.
A presidenta também mencionou a
situação da Petrobras, que está envolvida em denúncias de pagamentos de
propina a seus diretores e funcionários: “Temos que saber apurar e saber
punir, sem enfraquecer a Petrobras, nem diminuir a sua importância para
o presente e para o futuro. Não podemos permitir que a Petrobras seja
alvo de um cerco especulativo de interesses contrariados com a adoção do
regime de partilha e da política de conteúdo nacional.”
No discurso, ela não mencionou o nome da
presidenta da empresa, Maria das Graças Foster. Dilma sempre intercedeu
em favor da executiva, que tem sofrido pressões para deixar o cargo
diante da crise na companhia.
Antes de tomar posse, Dilma afirmou que
consultaria o Ministério Público Federal para formular a nova composição
ministerial. O objetivo foi evitar a indicação de políticos envolvidos
na Operação Lava-Jato, que investiga a petrolífera. MINISTROS
Após discursar, Dilma empossou os novos
ministros no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Dos 39 líderes das
pastas governamentais, 15 permaneceram no cargo, quatro trocaram de
ministério e vinte são novatos.
Petistas históricos, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e
Ricardo Berzoini (Comunicações) foram bastante aplaudidos. Já alguns
ministros que ocuparam cotas de partidos aliados, como Gilberto Kassab
(Cidades), George Hilton (Esportes) e Kátia Abreu (Agricultura e
Pecuária) receberam vaias discretas quando tiveram seus nomes anunciados
no microfone.
Os três nomes foram os mais controversos da
reforma ministerial, que abrigou dez partidos. Hilton, cuja pasta ganha
força por causa da Olimpíada, teve a nomeação criticada por entidades
ligadas a atletas. Kátia Abreu desagrada os opositores da bancada
ruralista. Já Kassab assumiu uma das pastas mais cobiçadas da Esplanada.
Onze ministros fazem parte da cota pessoal de
Dilma, entre eles a equipe econômica, com um perfil técnico e
considerado ortodoxo por economistas.
Com 13 pastas, PT terá menos espaço nos novos ministérios
Dilma assume o novo mandato rodeada de um
ministério menos petista. Para acomodar os partidos de sustentação do
governo, a presidenta retirou três pastas do comando do próprio partido.
O PT agora controla 13 cargos, incluindo a Saúde, em que Arthur Chioro
foi mantido, e a Defesa, para onde foi alocado o ex-governador da Bahia
Jaques Wagner.
Posto cativo do partido nas gestões petistas, o
Ministério da Educação foi para as mãos do PROS, na figura do
ex-governador do Ceará, Cid Gomes. A pasta, que recebe um dos maiores
montantes do governo, ganha mais força diante do lema anunciado por
Dilma para o novo governo: Brasil, pátria educadora.
“Estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades, mas
também que devemos buscar, em todas as ações do governo, um sentido
formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento
republicano”, afirmou Dilma. Para contrabalançar a indicação, ela nomeou
o petista Patrus Ananias para o Desenvolvimento Agrário.
O PMDB ficou com seis ministérios e vai
controlar parte do setor de infraestrutura, com as secretarias de Portos
e Aviação Civil e o Ministério das Minas e Energia. O partido também
ficou com a Agricultura, para onde foi nomeada a senadora Kátia Abreu. A
escolha de uma representante da bancada ruralista do Congresso
desagradou integrantes do PT e os movimentos sociais. Ao chegar para a
posse, ela minimizou as críticas. “Vivemos numa democracia, nem Jesus
Cristo agradou todo mundo. E eu também não pretendo. A unanimidade é
burra”, afirmou.http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2015-01-02/presidenta-defende-petrobras-e-promete-extirpar-corrupcao.html
Doutor Honoris Causa em Educação e Direitos humanos; ex- servidor na Prefeitura Municipal de Resende/RJ; Ex- Assessor de Gabinete do Prefeito na Prefeitura Municipal de Barra Mansa/RJ; Ex-servidor da Fundação Beatriz Gama de Volta Redonda/RJ. Eleito por três mandatos no Conselho Superior do Instituto Federal do Rio de Janeiro e dois no Conselho Municipal de Juventude de Barra Mansa/RJ. Consultor ad hoc da Associação Mineira de Pesquisa e Iniciação Científica, avaliando os trabalhos de Iniciação Científica e Tecnológica da 4ª Feira Mineira de Iniciação Científica (4ª FEMIC); Selecionado avaliador em um importante Prêmio de Inovação no estado de Minas Gerais e um outro no Espírito Santo em 2022. Encerrou 2022 recebendo homenagem do Governo Federal através do Programa Pátria Voluntária.