Réveillon do país, em Copacabana, também revelou que a população está
mais consciente de seus deveres. A diminuição em 31 toneladas de lixo
recolhido na orla em relação à festa do ano passado agilizou o trabalho
dos 1.268 garis, que recolheram 370,6 toneladas de detritos das areias e
pistas. Isso permitiu aos cariocas aproveitarem o primeiro — e quente —
dia do ano como mais gostam: curtindo a praia com um belo nascer do
sol.
Mas nem só de civilidade o evento foi feito. A população atendeu ao pedido da prefeitura, e mais de 2 milhões de pessoas se deslocaram para Copacabana em transportes públicos, ou a pé, mas o trânsito e a ganância de alguns taxistas não ajudaram. O resultado foi um martírio na volta para casa. Houve congestionamento nas principais vias de saída de Botafogo, Lagoa e São Conrado, e táxis cobrando preços bem acima da média.
Mas nem só de civilidade o evento foi feito. A população atendeu ao pedido da prefeitura, e mais de 2 milhões de pessoas se deslocaram para Copacabana em transportes públicos, ou a pé, mas o trânsito e a ganância de alguns taxistas não ajudaram. O resultado foi um martírio na volta para casa. Houve congestionamento nas principais vias de saída de Botafogo, Lagoa e São Conrado, e táxis cobrando preços bem acima da média.
“Taxistas estão cobrando R$ 70 por uma corrida até a minha
casa, no Catete. Muitos estavam escolhendo as corridas que fariam. Vi
coisas absurdas”, disse o pedagogo Fernando Felipe, de 33 anos. Com a
proibição da circulação de ônibus por Copacabana, ele percorreu a pé a
orla do Leblon até Botafogo — cerca de dez quilômetros — para pegar um
ônibus em terminal provisório na Enseada. Apesar disso, a oferta de
coletivos foi grande. Já no metrô, muitos passageiros reclamaram da
superlotação nas estações e trens.
Quem acompanhou a queima de fogos na orla e
resolveu esticar até o início da manhã não se arrependeu. Milhares de
pessoas se concentraram nas pedras do Arpoador para aguardar o primeiro
nascer do sol de 2015. Com celulares e câmeras, muitos registraram a
cena e aplaudiram. Para o turista francês Clément La Torre, de 26, a
festa no Rio foi inesquecível. “Gostei muito de tudo. Foi esplêndido!”,
disse ainda empolgado o estudante de Psiquiatria, que não resistiu a um
banho de mar.
O prefeito Eduardo Paes também avaliou a virada do ano como
um sucesso e ressaltou que nem o incêndio em uma das balsas que lançou
os fogos de artifícios, na altura do Leme, tirou o brilho da festa.
Ninguém se feriu no incidente, e as causas são investigadas. “Se fosse
na areia, como era antigamente, o incêndio poderia ter colocado as
pessoas em risco. Isso mostra o acerto de fazer os fogos em balsas”,
afirmou o prefeito.
Saúde: mais de 900 atendimentos
A empolgação com a chegada do novo ano também
provocou excessos. A Secretaria Municipal de Saúde atendeu 909 pacientes
em cinco postos montados em Copacabana, a maioria por consumo de
bebidas alcoólicas, cortes, torções, dor de cabeça e mal-estar. Sessenta
e quatro pessoas foram removidas para hospitais em 50 ambulâncias
colocadas à disposição do evento. O Corpo de Bombeiros atende 62
chamados no estado, 28 deles com vítimas. A Secretaria de Ordem Pública apreendeu 13.695 bebidas com ambulantes, 50 kg de camarão enterrados na areia, um caminhão que servia como depósito irregular de alimentos perecíveis, entre outros produtos. Os agentes desmontaram 250 barracas de camping e rebocaram 367 veículos. Outros 653 foram multados.
Ambulância a caminho de hospital: a maioria dos casos foi provocada por consumo de álcool
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Muitas pessoas relataram furtos de
objetos nas areias, mas a Secretaria de Segurança ainda não divulgou o
balanço das ocorrências de crime ocorridos durante as festas. A PM atuou
com caminhões-base para atendimento à população. Ambulância a caminho
de hospital: a maioria dos casos foi provocada por consumo de álcool
Dois primeiros bebês nascidos em 2015 são meninos e chegam antes do previsto
Coincidências marcaram os nascimentos dos primeiros bebês de 2015. Ambos são meninos e nascidos fora da hora, além de serem os segundos filhos de suas mães. À 0h02, David nasceu no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, com 1,9 kg e 44 centímetros.
David nasceu em São João de Meriti, com 1,9 kg e 44 centímetros
Foto: Divulgação
“Foi inesperado, pois estava
programado para nascer no fim de janeiro. Resolvi dar um nome bíblico a
ele”, afirmou a mãe,Raquel Pires da Silva, de 28 anos. À 0h08, a dona de
casa Átila da Silva Martins, de 32, deu à luz Carlos Eduardo no
Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. O menino nasceu
com 3,9 kg e 52 cm. “Foi a melhor comemoração de Ano Novo da minha
vida”.http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-01-01/reveillon-com-mais-consciencia-lixo-e-reduzido-em-31-toneladas.html