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Volta Redonda: projeto ‘Mulheres Mãos à Obra’ já preparou quase 500 mulheres para a construção civil

 


Com as 64 mulheres que terão sua formatura na próxima sexta-feira (5),
iniciativa chegará a um total de 480 qualificações em seus cursos

O projeto ‘Mulheres Mãos à Obra’, da Secretaria Municipal de Políticas
para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda, se aproxima do
total de 500 mulheres qualificadas para trabalhar na construção civil.
Na próxima sexta-feira (5), um grupo de 64 mulheres participará da
cerimônia de formatura no auditório do campus Aterrado do UGB (Centro
Universitário Geraldo Di Biasi), totalizando cerca de 480 mulheres desde
a retomada dos cursos, em 2021.

O projeto tem o objetivo de capacitar mulheres para um mercado
anteriormente dominado pelos homens. Com este fim, são oferecidos os
cursos de Bombeira Hidráulica Predial, Eletricista Predial, Pedreira de
Acabamento e Revestimento Predial, Pedreira de Alvenaria Predial,
Pintura Predial, Solda com Eletrodo Revestido, Corte Oxiacetilênico e
Operadora de Esmerilhadeiras. Com duração média de quatro meses, os
cursos são gratuitos e a SMDH ainda oferece sem custos vale-transporte,
lanche, uniforme, material usado nos cursos teóricos e práticos,
cadernos e Equipamentos de Segurança Individual (EPIs). Todas as alunas
são certificadas depois de aprovadas na avaliação dos professores.

Além de oferecer a capacitação, o governo municipal tem buscado
parcerias para ajudar na inserção das formandas no mercado de trabalho.
É o caso da oferta de 100 vagas pela CSN (Companhia Siderúrgica
Nacional) para as alunas já capacitadas – ou que ainda estavam fazendo
os cursos – para trabalharem na Usina Presidente Vargas. Aliás, várias
mulheres que passaram pelos cursos já estão trabalhando na CSN ou em
empresas prestadoras de serviço à siderúrgica, segundo o diretor do
Centro de Qualificação Profissional (CQP) do Aero Clube, Eiji Yamashita.

“Outras empresas poderiam fazer essa mesma parceria com a prefeitura,
abrir as portas para a contratação das profissionais que estão sendo
qualificadas e ou que já estão prontas para trabalhar”, defende.

Motivação e mercado

Para o professor do curso de Bombeira Hidráulica Predial, Nilson de
Freitas Ferreira, a parceria da prefeitura com a siderúrgica foi o
pontapé inicial. “Recebemos a informação de que a empresa vai investir
na contratação de mulheres. São portas que vão se abrir neste mercado”,
disse.

Já o professor do curso de Pedreira de Alvenaria Predial e de Acabamento
e Revestimento Predial, José Alberto de Almeida Carvalho, lembra que
existe um mercado aquecido em Volta Redonda e região para obras da
construção civil. “É preciso dar oportunidade para as mulheres dos
cursos, que chegam aqui muito motivadas. Elas estão prontas para o
mercado de trabalho”, afirma.

O professor de Pintura Predial Cezar da Silva Pereira destaca que as
profissionais do seu curso aprenderam técnicas diferenciadas que serão
valorizadas na construção civil. “São poucos os profissionais de pintura
que conhecem a técnica do cimento queimado, e elas se mostraram muito
motivadas com o aprendizado”, disse.

Professor do curso básico de Eletricista Predial, Cesar de Azeredo
Pedrosa pontua que suas alunas podem receber até R$ 3 mil para realizar
em pouco tempo serviços como os de montagem de quadro geral, quadro
geral trifásico ou o esquema completo de iluminação de um imóvel, entre
outros.

“Enquanto um profissional sem qualificação vai conseguir um salário
mínimo – ou pouco mais – em um mês, uma eletricista formada pode receber
até R$ 3 mil em um fim de semana”, frisou.