Confira modelos e opiniões distintas de redes franqueadoras que resolveram incluir o aplicativo no cotidiano profissional
O
serviço de mensagens instantâneas mais popular do mundo, o Whatsapp,
ultrapassou a barreira das relações pessoais e já vem funcionando como
parte importante do relacionamento empresarial no mercado de franquias.
Mas qual a melhor forma de utilizá-lo?
Na 15ª Convenção ABF do Franchising, o iG
conversou com quatro redes franqueadoras e observou quatro modelos
distintos de como encarar o Whatsapp no mundo dos negócios. Confira: 1. Apenas mais um canal
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Rede optou por uso mais comedido do app
Usado sim, e muito, mas somente para alguns
assuntos. Essa é a forma de gestão pela qual optou a China House,
tradicional rede de delivery e restaurantes especializada em culinária
chinesa. Há pouco mais de um ano, a franqueadora criou um grupo no app
com os franqueados para discussões pertinentes a todos. "A vantagem é
que [o WhatsApp] é imediato, mas usamos somente para coisas pequenas,
que não sejam muito relevantes", explica o diretor Jorge Torres.
O
grupo é apenas uma terceira via de informes porque, na visão de Torres,
tópicos mais sérios necessitam da seriedade que o bate-papo na tela do
dispositivo não proporciona. "Tudo que é decidido, tudo que se vai
implantar, é feito em reuniões. O aplicativo é mais para informar sobre
promoções, enviar lembretes, esse tipo de coisa", acrescenta.
2. Como meio oficial
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Grupo no aplicativo funciona como conselho de franqueados
Um caso completamente diferente da relevância dada
ao uso do WhatsApp - quase inverso - é encontrado na rede de escolas de
idioma Yes!. Mais do que atendimento, o aplicativo foi responsável pela
criação do conselho de franqueados. "Nós não tínhamos um conselho, mas
foi criado o grupo com todo mundo e, a partir dali, tudo começou a ser
posto em pauta de maneira coletiva", afirma o presidente da
franqueadora, Clodoaldo Nascimento.
De acordo com ele, a plataforma permite que a rede se
mostre 100% presente e que sejam prevenidos problemas com grande
potencial de crescimento. "Às vezes, a gente percebe o que pode ser o
princípio de um 'incêndio' e consegue apagá-lo antes que ele se
espalhe".
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Franqueados aprovam diálogo rápido e direto
3. Espaço para debate franco
O
Mercadão dos Óculos, rede especializada em óculos solares e de grau,
entende o WhatsApp como uma forma de promover um debate geral de todos
os setores da rede. Foi criado um grupo com 55 participantes, entre eles
franqueados, diretores e consultores que prestam suporte 24 horas por
dia para esclarecer e tirar dúvidas.
"A rede entendeu
que tem de ser democrática. Ali nós discutimos tudo e, às vezes, somos
até sabatinados por problemas que acontecem", diz Fábio Nadruz. "Isso
mostra que temos de ser solidários, que temos fragilidades, mas que
também chamamos junto e não nos escondemos atrás de um contrato",
acrescenta.
A importância é tão grande que a integração ao grupo
ocorre antes mesmo da operação no ponto de venda. "O novo franqueado é
adicionado 72 horas antes de começar a operar, na fase de
pré-inauguração. Assim ele já conhece como as demandas são feitas e como
funciona o relacionamento entre franqueados e franqueadora". 4. Horário comercial
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Franqueadora não aprova modelo de atendimento 24 horas
Na contramão da proposta de suporte a qualquer
hora está a Maria Brasileira. Especializada em serviços de limpeza e
conservação de ambientes domésticos e empresariais, a rede irá oferecer o
serviço apenas no horário comercial a franqueados e candidatos a
abrirem uma nova franquia. Para o sócio fundador Felipe Buranello, essa
"febre" é uma forma de oferecer mais um canal de comunicação.
Fundamental, no entanto, é manter a medida de privacidade necessária
para o bom funcionamento de qualquer negócio.
"Se você liberar [o
serviço] a qualquer horário, o funcionário pode acabar ficando a mercê
de um franqueado ou de alguém querendo fechar uma franquia no horário
que não seja o de trabalho, e isso não é legal", afirma, explicando que o
modelo segue tendo ótimos resultados nos últimos dois meses, quando
foram fechadas quatro novas unidades por meio do aplicativo.
O
fato que ajudou a profissionalização do serviço de mensagens
instantâneas na rede foram as tempestades de granizo que ainda atingem o
Rio Grande do Sul. Isso porque lá fica o servidor que gera todo o
sistema de informática da franquia, que acabou sendo danificado e
comprometendo toda a comunicação entre franqueadora e franqueados via
internet. "Sentimos na pele o que foi ficar sem a nossa comunicação [de
forma documentada]. Se for tudo por e-mail, a rede se torna refém disso.
Então decidimos fazer do WhatsApp mais um canal [oficial] na
comunicação com o franqueado". Pontos em comum
Retiradas
as diferenças, todas as franqueadoras enxergam o uso massivo do
WhatsApp como tendência. Todas elas têm tido uma grande aprovação do
"novo" canal de comunicação. "Está sendo bom o retorno dos franqueados,
porque a gente ganha na rapidez da resposta. Na outra ponta, também não
tem aquela coisa de não ter recebido ou não ter lido a mensagem",
destaca Torres.
Outro aspecto que é consenso entre as redes é o
contato com o cliente final. Essa postura não é praticada por nenhuma
das quatro franqueadoras, que consideram o WhatsApp invasivo, não
recomendando também que o franqueado faça o contato por meio da
plataforma. "Sempre deixamos claro que o franqueado precisa ter uma
postura defensiva, só fazer o contato por WhatsApp se assim for
solicitado pelo cliente", pondera Buranello.http://economia.ig.com.br/2015-10-27/quatro-formas-de-usar-o-whatsapp-na-franquia.html
Doutor Honoris Causa em Educação e Direitos humanos; ex- servidor na Prefeitura Municipal de Resende/RJ; Ex- Assessor de Gabinete do Prefeito na Prefeitura Municipal de Barra Mansa/RJ; Ex-servidor da Fundação Beatriz Gama de Volta Redonda/RJ. Eleito por três mandatos no Conselho Superior do Instituto Federal do Rio de Janeiro e dois no Conselho Municipal de Juventude de Barra Mansa/RJ. Consultor ad hoc da Associação Mineira de Pesquisa e Iniciação Científica, avaliando os trabalhos de Iniciação Científica e Tecnológica da 4ª Feira Mineira de Iniciação Científica (4ª FEMIC); Selecionado avaliador em um importante Prêmio de Inovação no estado de Minas Gerais e um outro no Espírito Santo em 2022. Encerrou 2022 recebendo homenagem do Governo Federal através do Programa Pátria Voluntária.