A 2ª edição da campanha #EuPossoProgramar,desenvolvida pela Microsoft, chega ao Brasil com o objetivo de incentivar crianças e jovens de 12 a 18 anos a fazerem cursos de programação gratuitos durantea Semana do Código.Entre os dias 19 e 23/10 estarão disponíveis no site http://www.eupossoprogramar.com/ três conteúdos que ensinam a programar de maneira simples e divertida. O objetivo é o de gerar oportunidades de inclusão digital, empregabilidade e empreendedorismo.
O primeiro conteúdo, chamado Hora do Código, utiliza a linguagem de blocos para ensinar a programar por meio de dois cursos – Angry Birds e Ana e Elsa de Frozen; o segundo, Aprendendo a Programar, consiste em vídeo-aulas didáticas que desmitificam a linguagem da programação. Por fim, em Crie seu Jogo para Kinect, os jovens poderão utilizar a linguagem Scratch para criar jogos para Kinect. Todos os cursos oferecem certificado on-line.
A iniciativa faz parte do programa YouthSpark, que desde 2012, já beneficiou mais de 11,6 milhões de jovens no país. Na primeira edição da campanha no ano passado,mais de 600 mil jovens brasileiros se inscreveram e, na América Latina, foram 2 milhões de participantes.
“Aprender a programar estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico, a habilidade na resolução de problemas e a criatividade, alavancando inovação e oportunidades de empregabilidade e empreendedorismo. No mercado nacional de TI existem oportunidades de vagas não preenchidas devido à baixa qualidade dos profissionais técnicos. É uma grande oportunidade para os jovens”, afirma Katia Gianone, Diretora de Comunicação e Cidadania.
A Microsoft temainda como objetivo fundamental a inclusão da programação nos currículos escolares na América Latina, para que todas as crianças e jovens tenham acesso a essa ferramenta que provou ser crucial no desenvolvimento da produtividade e no incentivo ao empreendedorismo. Uma demonstração disso é o recente anúncio da companhia de dedicar US$ 75 milhões ao desenvolvimento de iniciativas no mundo inteiro, especialmente nos países com menos oportunidades de acesso à educação em tecnologia.
Eu-posso-programarDados da Organização Internacional do Trabalho apontam que na América Latina 40% da população é jovem. Dessa porcentagem, pelo menos 22 milhões não estudam nem trabalham e a informalidade é o primeiro acesso ao mercado de trabalho. Neste contexto, a Microsoft oferece a oportunidade de capacitação gratuita que amplia as possibilidades no mercado formal de trabalho e no desenvolvimento de negócios próprios baseados na tecnologia.
Nesse contexto, Jennifer Brooks, Diretora regional da área de Cidadania Corporativa da Microsoft na América Latina, afirma que “Por meio do #EuPossoProgramar, queremos que os jovens passem de usuários da tecnologia a criadores de tecnologia. Estamos convocando os jovens para que deem os primeiros passos na direção da linguagem de programação por meio de alianças com diversas organizações para aproximar a linguagem do código à juventude latino-americana. Acreditamos fortemente que os currículos educativos devam incluir uma disciplina de programação nas escolas”.
Estudos da UNESCO demonstram que a programação contribui para desenvolver em crianças e jovens a habilidade para resolver problemas, uma vez que exercita capacidades cognitivas básicas para enfrentar a realidade complexa que os rodeia. Os empregadores, por sua vez, sustentam que a programação é uma habilidade básica para formar parte da força de trabalho do século XXI.
Por que é importante aprender a programar?
As ciências da computação passam por todos os aspectos da vida cotidiana. Aprender a programar permite a crianças e jovens migrarem de usuários a criadores e desenvolvedores de tecnologia, além de aceleraro processo cognitivo e o desenvolvimento de suas carreiras.
Em setembro de 2014, a Inglaterra deu um passo importante nessa direção ao implementar um novo currículo em Ciência da Computação, que fomenta habilidades avançadas em programação de seus estudantes entre 5 e 16 anos de idade. Essa iniciativa se apresenta como uma das mudanças mais significativas dos últimos 20 anos no âmbito das políticas de educação e tecnologia na etapa escolar e representa uma aposta para implementar profundas transformações nas definições curriculares para a integração de TIC no ensino e na aprendizagem.