A Secretaria  Nacional de Juventude  recebeu, na última semana, uma delegação da  República de Angola, com o objetivo conhecer as ações e politicas brasileiras na temática de juventude, no momento em que esse país passa por um processo de reconstrução. Além disso, é uma resposta à visita que a secretaria-adjunta da SNJ, Angela Guimarães, fez a Angola meses atrás. A delegação contou com a presença do embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme.
Na ocasião, o grupo teve a oportunidade de conhecer algumas ações voltadas para jovens brasileiros, a exemplo do Projovem Urbano e do Plano de Enfrentamento à Violência Contra a Juventude Negra. Recepcionada pela secretária-adjunta da SNJ, Angela Guimaraes, pelo assessor de Relações Internacionais da Secretaria, Bruno Vanhoni, e representantes do Ministério da Educação, os  membros da delegação tiveram a oportunidade de conhecer  um pouco do panorama de construção da Politica Nacional de Juventude, sua  metodologia, gestão e aplicação, priorizando a participação social.
Angola tem uma juventude  envolvida  nos vários processos políticos e sociais, com destaque para a libertação nacional, conquista da paz e de reconstrução e desenvolvimento do país. Para o ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, a juventude é o alicerce de seu país, mas  hoje passa por um  processo de crise de valores, uma vez que o fator étnico é a grande diferença entre Angola e a maioria dos países africanos. Para este, a criação de projetos voltados ao resgate da autoestima e combate ao consumo exagerado do álcool, entre outros pontos, são questões que merecem “reflexão muito séria” e um trabalho contínuo para identificar soluções adequadas.
A juventude  angolana, ao contrario da brasileira, tem sua faixa etária dos 15 aos 35 anos. Diante disso, a delegação de Angola considerou o encontro importante, não somente pelos aspectos culturais, mas também pela quebra da barreiras da língua. “Estamos criando  leis e  política do Estado para a juventude, harmonizada com as especificidades do país e os exemplos que nos foram apresentados aqui. Queremos uma legislação que reflita as aspirações da juventude e que não esteja deslocada do contexto político e do desenvolvimento socioeconómico do país”, concluiu o membro da delegação.
Para a secretaria-adjunta,  Angela Guimaraes, a visita foi importante por estreitar a relação e a troca de experiência entre países lusófonos e com desafios comuns na área de juventude. "Cuidar da resolução dos problemas reais que a juventude enfrenta e incentivar a criação de condições para que os jovens sejam mais participativos, conscientes e responsáveis perante a sociedade é a tarefa central de qualquer pais que de fato pensa em seu desenvolvimento”, concluiu.