Mico-leão-de-cara-dourada veio de Curitiba, passou por processo de integração gradual e agora convive com Rosinha em programa de conservação e reprodução da espécie
O público já pode conhecer de perto Bento, o mico-leão-de-cara-dourada de 14 anos que iniciou uma nova fase no BioParque do Rio após deixar o Zoológico Municipal de Curitiba, no Paraná. Integrado à fêmea Rosinha, que já vivia no local, o animal passou por um processo gradual de adaptação até começar a dividir o recinto com a companheira, sob acompanhamento da equipe técnica da instituição.
A chegada do animal marcou o início de um delicado processo de adaptação e aproximação com Rosinha, fêmea da mesma espécie que já integrava o zoológico. Sob acompanhamento atento da equipe técnica, cada interação entre os dois foi cuidadosamente observada, garantindo que Bento se sentisse seguro em seu novo lar e que ambos estivessem confortáveis para compartilhar o mesmo espaço.
Durante o período inicial, Bento passou por quarentena e um check-up veterinário completo, que incluiu exames clínicos, laboratoriais e avaliação física, confirmando sua boa saúde. Com o sinal verde da equipe, começaram as etapas de integração com Rosinha, realizadas de forma gradual e monitorada. Aos poucos, curiosidade e confiança deram lugar à convivência harmoniosa, e os dois passaram a explorar o recinto juntos, estabelecendo uma relação que representa não apenas um novo casal, mas também um avanço significativo nos esforços de conservação da espécie.
A presença de Bento no BioParque reforça o compromisso da instituição com o mico-leão-de-cara-dourada, espécie nativa da Mata Atlântica, especialmente em áreas da Bahia e de Minas Gerais, atualmente classificada como em perigo de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A transferência foi articulada pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e contou com o apoio do programa Avião Solidário, da LATAM Airlines, que reduziu em mais de cinco horas a viagem em relação ao trajeto terrestre, minimizando o estresse do animal. Criado há 14 anos, o programa já transportou milhares de animais para ações de conservação, além de apoiar iniciativas humanitárias e logísticas, como envio de vacinas.
Hoje, Bento e Rosinha dividem o recinto, e a equipe do BioParque acompanha de perto suas interações, projetando os próximos passos do programa de reprodução. A convivência da dupla representa um avanço concreto na preservação da espécie, combinando manejo, pesquisa científica e educação ambiental, e reforça o papel do zoológico como um centro ativo de conservação da biodiversidade brasileira.