Vacância cai para 21%, preço médio pedido sobe 7% em 12 meses e Orla opera com menos de 5% de espaços disponíveis, aponta Colliers

 


O mercado de escritórios corporativos de alto padrão (Classe A+ e A) no Rio de Janeiro encerrou 2025 com desempenho positivo e retomada gradual da ocupação, aliado ao avanço da mudança de uso em ativos corporativos. De acordo com prévia divulgada pela Colliers, o inventário existente permanece em 1,7 milhão de metros quadrados, sem registro de novo estoque ao longo do ano. A taxa de vacância caiu para 21%, três pontos percentuais abaixo do observado no final de 2024, enquanto a absorção líquida no 4º trimestre atingiu 7,5 mil m².
 

As movimentações positivas contribuíram para reduzir a disponibilidade em regiões estratégicas, com destaque para a Orla, que passou a operar com vacância abaixo de 5%, refletindo a combinação entre demanda seletiva e oferta cada vez mais restrita. Os setores de tecnologia da informação, setor público e indústria estiveram entre os principais responsáveis pelas locações registradas no período. Mesmo em um cenário ainda marcado por ajustes estruturais, o preço médio pedido na cidade apresentou alta de 7% nos últimos 12 meses.
 

Segundo Ygor Chrispin, Gerente da Divisão de Escritórios da Colliers, o desempenho do ano foi favorecido pela combinação entre redução do estoque disponível e operações de maior porte ao longo de 2025. “O mercado de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro teve bom desempenho ao longo de 2025. Observou-se a redução da disponibilidade ao menor patamar da série histórica, acompanhada por transações relevantes envolvendo ativos de grande porte e pelo aumento do preço médio pedido. As principais movimentações de locação foram lideradas por empresas públicas, com destaque para a região da Cidade Nova”, afirma o executivo.
 

Com o fortalecimento de ocupações estratégicas e a consolidação de polos com maior liquidez, o mercado corporativo do Rio de Janeiro inicia 2026 em trajetória de redução da oferta, impulsionado pela maior seletividade dos locatários e pela valorização de ativos bem localizados. "Para 2026, a expectativa é de continuidade desse cenário favorável, com tendência de queda da vacância e pressão de alta sobre os valores de aluguel em regiões como Orla e Zona Sul, além da Barra da Tijuca, porém em menor grau e de forma menos acelerada”, completa Ygor.