Divulgado nesta sexta-feira (9/1) pelo IBGE, IPCA fechou o ano passado em 4,26%, 0,57 ponto percentual abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta, de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional

 

Trata-se do quinto menor resultado da série histórica desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

A inflação oficial brasileira, registrada por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou em 2025 alta de 4,26%, menor índice desde 2018, quando ficou em 3,75%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do quinto menor resultado da série histórica desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes de 2025, apenas os anos de 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%) apresentaram um índice menor do que o do ano passado.
 

“Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, celebrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da rede X.
 

O índice registrado no ano passado é 0,57 ponto percentual abaixo do IPCA de 2024 (4,83%), situando-se abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em dezembro, o IPCA foi de 0,33%, ficando acima da taxa de novembro (0,18%), mas abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,52%).

 

ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS – O grupo de Alimentação e bebidas, aquele de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.
 

ENERGIA ELÉTRICA – A energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025. Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.
 

HABITAÇÃO – O resultado de 2025 também foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 ponto percentual) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.
 

IPCA – O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços). A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre –, além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República