Tabagismo, poluição e dificuldade no reconhecimento dos sintomas mantêm o câncer de pulmão entre os mais letais
O avanço do câncer no mundo e no Brasil tem colocado o tema no centro do debate em saúde pública. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, até 2050, o número global de novos casos de câncer deve chegar a 35,3 milhões, enquanto no Brasil a projeção é de mais de 1,1 milhão de novos diagnósticos por ano.
Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS), o câncer de pulmão é o mais diagnosticado globalmente, e também lidera as estatísticas de mortalidade, com aproximadamente 1,8 milhão de óbitos anuais.
Nesse contexto, o pneumologista Dr. Ernando Sousa explica que a doença permanece altamente letal sobretudo por ser frequentemente diagnosticada em estágios avançados, em decorrência da dificuldade do reconhecimento dos sintomas. Tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, tosse com sangue e infecções respiratórias frequentes estão entre os sinais mais comuns, podendo ser observada também perda de peso e inchaço no rosto ou pescoço.
Embora o tabagismo continue sendo o principal fator de risco, responsável por cerca de 85% dos casos, outros fatores também contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Segundo o especialista, a exposição prolongada à poluição do ar e a substâncias químicas tóxicas, assim como o histórico familiar, amplia consideravelmente as chances de surgimento da doença.
Diante das projeções alarmantes divulgadas por organismos internacionais, a prevenção e o diagnóstico precoce precisam ser prioridades. “Reduzir o tabagismo, ampliar o acesso a exames e incentivar a população a procurar atendimento diante de sintomas persistentes são medidas fundamentais para conter o avanço da doença e reduzir mortes evitáveis”, reforça.