Paula Maçaira é vencedora na categoria Engenharias e Tecnologia por desenvolver modelos de inteligência artificial que apoiam decisões na transição energética brasileira


 

 

São Paulo, 9 de dezembro de 2025 – A transição para uma economia de baixo carbono exige decisões urgentes, estratégicas e profundamente embasadas. No Brasil, país que ainda mantém forte produção de petróleo e gás, o desafio envolve, entre outros pontos, descomissionar plataformas offshore e planejar um futuro energético mais limpo. É nesse cenário que atua a pesquisadora Paula Maçaira, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), vencedora da categoria Engenharias e Tecnologia do programa Para Mulheres na Ciência deste ano.

 

Sua pesquisa utiliza modelos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar riscos, incertezas e impactos do descomissionamento de plataformas de petróleo e gás. O objetivo é oferecer projeções e cenários que apoiem decisões mais responsáveis, transparentes e alinhadas à sustentabilidade. “A transição energética é promissora, mas só será efetiva se houver coordenação entre governo e empresas. É um processo complexo, que demanda planejamento e compromisso”, explica.

 

O estudo ganha ainda mais relevância diante da expectativa de que o Brasil seja, nos próximos anos, um dos países com maior número de plataformas a serem desativadas no mundo. Para Paula, decisões bem informadas podem proteger ecossistemas marinhos, estimular inovação tecnológica e gerar empregos qualificados dentro do próprio país.

 

A trajetória da pesquisadora foi marcada por momentos decisivos: o doutorado, quando se aprofundou na modelagem de variáveis climáticas; sua atuação durante a pandemia, estudando fatores associados à mortalidade por COVID-19 na América Latina; e o reconhecimento de seus alunos no prêmio Siemens-Gamesa, em 2024. Hoje, ela se motiva pela possibilidade de produzir conhecimento que ajude a construir políticas mais justas, seguras e sustentáveis. “Fazer ciência é trabalhar pelo futuro. É transformar dados em caminhos”, afirma.

 

Ser mulher na engenharia, no entanto, traz desafios particulares, especialmente na conciliação entre maternidade e vida acadêmica. “A chegada dos filhos impõe uma pausa que não acontece para todos ao redor. Quando voltamos, sentimos que precisamos recuperar um tempo que nunca deveria ter sido um peso”, comenta. Ela também destaca que muitas mulheres ainda precisam se afirmar mais do que colegas homens para serem ouvidas e respeitadas. Nesse percurso, inspira-se nas mulheres de sua família e em referências como a professora Marley Vellasco, pioneira da inteligência artificial no país e hoje vice-reitora da PUC-Rio.

 

Receber o prêmio da L’Oréal–UNESCO foi, para Paula, uma mistura de surpresa, alegria e reconhecimento. “Já acompanhava o programa há anos, mas só agora pude participar por causa da nova categoria. Fui tomada por uma gratidão enorme. É um marco transformador na minha carreira”, celebra.

 

A expectativa é que o prêmio amplie colaborações nacionais e internacionais e fortaleça a visibilidade de seu grupo de pesquisa. “Espero que outras jovens cientistas encontrem inspiração aqui. A ciência precisa de pluralidade, e nossas vozes fazem parte dessa construção.”

 

Sobre o Grupo L’Oréal

O Grupo L’Oréal se dedica à beleza há 115 anos. Com seu portfólio internacional único de 38 marcas diversas e complementares, o Grupo gerou vendas no valor de 43.48 bilhões de euros em 2024 e conta com mais de 90 mil colaboradores em todo o mundo. Como líder mundial em beleza, a empresa está presente em todas as redes de distribuição: mercados, lojas de departamento, farmácias e drogarias, cabeleireiros, varejo de viagens, varejo de marca e e-commerce. Pesquisa & Inovação, e uma equipe de pesquisa dedicada de 4.000 pessoas, estão no centro da estratégia da L'Oréal, trabalhando para atender as aspirações de beleza em todo o mundo. Reforçando seu compromisso de sustentabilidade, a L'Oréal anunciou o programa L’Oréal Para o Futuro e estabeleceu metas ambiciosas de desenvolvimento sustentável em todo o Grupo para 2030, visando capacitar seu ecossistema para uma sociedade mais inclusiva e sustentável.

 

No Brasil, o quarto maior mercado de beleza do mundo, a companhia completou 65 anos em 2024 e é uma das líderes entre as empresas de beleza, com um portfólio de 22 marcas no país, como L’Oréal Paris, Maybelline, Garnier, Niely, Colorama, Kérastase, L'Oréal Professionnel, Matrix, RedKen, La Roche Posay, Vichy, SkinCeuticals, CeraVe, Lancôme, Giorgio Armani, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Cacharel, Prada, Azzaro, Valentino e Mugler.