A Rio Indústria avalia que a desaceleração da inflação para 0,09% em outubro, o menor índice para o mês desde 1998, reforça um cenário de estabilidade de preços que pode favorecer o ambiente econômico e a previsibilidade para o setor produtivo. O resultado, abaixo do esperado pelo mercado, indica o efeito positivo da redução nas tarifas de energia elétrica, um fator de grande impacto nos custos industriais. Ainda assim, a entidade pondera que a inflação acumulada em 12 meses, próxima ao teto da meta do Banco Central, requer cautela, especialmente diante das variações de preços em alimentos e insumos estratégicos.

Por outro lado, a produção industrial brasileira recuou 0,4% em setembro, segundo o IBGE, o que elimina parte do avanço registrado em agosto. Para a Rio Indústria, o resultado reforça a necessidade de medidas que estimulem a atividade produtiva e ampliem a competitividade do setor, que ainda opera 14,8% abaixo do pico histórico de 2011. Apesar do recuo pontual, o crescimento de 2% na comparação anual e a alta de 1,5% no acumulado de 12 meses demonstram uma trajetória de recuperação moderada, mas consistente.

 

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A entidade destaca ainda que a atual taxa de juros da economia brasileira segue sendo um dos principais entraves ao avanço da indústria. “A Selic elevada aumenta de forma significativa os custos de produção, encarece o crédito e inibe investimentos em ampliação e inovação. Diante do cenário de estabilidade inflacionária, esperamos que o Banco Central adote uma postura mais favorável à redução da taxa básica de juros, criando condições reais para o crescimento sustentável do setor produtivo e da economia como um todo”, avalia a Rio Indústria.