Apesar do avanço expressivo, o presidente da Rio Indústria, Sérgio Duarte, faz um alerta: o crescimento ainda está concentrado em um único setor, enquanto a maior parte da indústria fluminense segue enfrentando dificuldades. “É um dado positivo, sem dúvida, mas precisamos ter clareza de que esse resultado está fortemente apoiado no setor de óleo e gás. A indústria em geral, especialmente os segmentos de transformação, ainda sente o peso da taxa de juros elevada e do ritmo menor da economia. Não podemos nos iludir: outros setores seguem sofrendo e precisam de condições melhores para voltar a crescer”, afirma Sérgio Duarte. O dirigente chama atenção também para o risco de perda de competitividade com o possível aumento da carga tributária no estado. “O Rio de Janeiro demorou anos para recuperar parte do protagonismo industrial que tinha perdido. Esse avanço pode ser comprometido se for aprovado o aumento do FOT, que está em análise na Alerj. O impacto será direto: projetos que estavam prestes a vir podem ser cancelados, investimentos podem ser postergados e até mesmo empresas já instaladas podem decidir sair do estado em busca de ambientes mais competitivos, como Minas e São Paulo”, alerta o presidente da Rio Indústria. Para Sérgio Duarte, o momento exige equilíbrio e estratégia. “Temos um setor forte em óleo e gás, mas precisamos de uma indústria diversificada, capaz de gerar empregos de qualidade em diferentes cadeias produtivas. Para isso, é fundamental garantir previsibilidade, segurança regulatória e não onerar ainda mais as empresas que acreditam no Rio de Janeiro”, conclui.
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