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Deputado Jari entrega Diploma Dom Waldyr Calheiros em cerimônia marcada pela emoção


A Câmara Municipal de Volta Redonda ficou lotada para celebrar o centenário do Bispo e homenagear os que lutaram ao lado dele por justiça social

Emoção é a palavra que define a cerimônia de entrega do Diploma Dom Waldyr Calheiros na Câmara Municipal de Volta Redonda. A honraria, criada pelo deputado estadual Jari Oliveira (PSB) e aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), como parte das comemorações pelo ano do centenário do Bispo, celebra sua memória e também reconhece a importância das pessoas que atuaram com o clérigo na luta por justiça social e por um mundo mais fraterno.

A Casa ficou lotada, na noite dessa sexta-feira, dia 20, para acompanhar a solenidade que resgatou a memória de Dom Waldyr e homenageou 53 pessoas que estiveram ao lado dele. E logo no início das comemorações, após a abertura oficial do evento feita pelo deputado Jari, todos bateram palmas e gritaram em uníssono o nome de Dom Waldyr, deixando clara a admiração por ele.

“Estou muito feliz em estar aqui com as pessoas que ajudaram a mudar a história de nossa região. Eu costumo falar que sem Dom Waldyr Volta Redonda seria outra. Portanto, no Ano do Centenário do nosso amado Bispo, é com grande alegria que estou tendo a oportunidade de contribuir para manter viva a sua história e, ao mesmo tempo, prestar um reconhecimento público às pessoas que estiveram ombro a ombro com Dom Waldyr na luta por justiça social”, falou Jari para uma plateia emocionada.

O Vigário Episcopal, para o vicariato de Promoção Humana e Cuidado da Casa Comum, Juarez Sampaio, falou pelos homenageados. Ele lembrou que Dom Waldyr não influenciou apenas os cristão católicos apostólicos romanos, mas também a juventude, metalúrgicos, médicos, políticos e despertou tantas vocações nos leigos.

“Incentivou que estudassem teologia, queria as pessoas preparadas para serem um sinal do evangelho no mundo. Dos padres, pedia uma igreja de serviços, defendendo a vida, a justiça e as causas de Deus. Seu legado não morre se continuarmos semeando as sementes que ele deixou. Pois herança é o que se deixa para as pessoas, mas o legado de Dom Waldyr ficou nas pessoas. Ele imprimiu em todos nós aqui o compromisso com a vida, com as pessoas e com o evangelho”, disse padre Juarez.

Ainda falaram em nome dos 53 homenageados a irmã Ana Maria Vicente Soares, da Ordem Franciscana, que em 1997 foi convidada por Dom Waldyr para coordenar a Pastoral Carcerária. E assim iniciaram uma pastoral de denúncias das injustiças cometidas no cárcere, apoiando às famílias dos presos e denunciando todos os abusos e irregularidades. “O Bispo estava sempre presente, visitando o cárcere com os agentes. E como ele dizia: a fé é sinônimo da solidariedade”, lembrou.

E Maria Conceição dos Santos, que teve uma participação importante na Comunidade Nossa Senhora das Graças de Volta Redonda, na Pastoral Social, e foi catequista no bairro Califórnia. Por esses trabalhos, tinha proximidade e amizade com Dom Waldyr, nas Comunidades Eclesiais, na Pastoral Operária e na Comissão de Direitos Humanos da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda. “É com muita emoção que falo de Dom Waldyr e lembro seu compromisso pessoal com os pobres seus sofrimentos, necessidades e lutas”, disse.

Também discursaram em homenagem a Dom Waldyr o monsenhor Alércio de Carvalho; o bispo da diocese Barra do Piraí-Volta Redonda, Dom Luiz Henrique da Silva Brito; e os bispos eméritos Dom João Maria Messi e Dom Francesco Biasin. Representando a Câmara Municipal, estavam os vereadores Raoni Ferreira e Jorginho Fuede.

Após a entrega dos diplomas, Jari encerrou a cerimônia e pediu que Dom Luiz Henrique conduzisse a benção final. “Estou certo que diante da realidade atual do mundo, enfrentando guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, ditaduras que desrespeitam a dignidade humana, Dom Waldyr estaria entristecido. Por ser homem de paz, preocupado com o bem comum, com a justiça social, com o respeito à vida humana, pedimos sua interseção para que cesse a guerra, pois os que mais sofrem são idosos e crianças, e para que possamos viver na justiça e na fraternidade”, falou o bispo rezando o “Pai Nosso” junto com o público.