Devido à pandemia houve um aumento de 35% na procura pelo serviço

A pandemia mostrou a necessidade do atendimento fisioterapêutico como parte essencial de reabilitação dos pacientes. Em Volta Redonda, o Centro Municipal de Reabilitação Física (CEMURF) faz cerca de 1300 atendimentos no mês de abril. O CEMURF, criado em 2004, no segundo mandato do governo Neto, funciona com atendimento ambulatorial, e em conjunto com o Centro Reabilitação em Pós-Operatório de Cirurgia Ortopédica e Saúde do Trabalhador Otacílio José da Costa, onde estão sendo feitos os atendimentos da clínica da dor, acupuntura, pilates, RPG, pós-operatório do membro superior e membro inferior.

“No nosso primeiro contato é agendada a avaliação feita por um fisioterapeuta. Após essa avaliação o paciente é encaminhado para a especialidade mais adequada a sua necessidade e dará início ao tratamento, podendo ser de 10 a 20 atendimentos, de acordo com sua necessidade”, explicou Luciana Lopes Costa, coordenadora municipal da fisioterapia, lembrando que a maior demanda atual é de pacientes com patologias traumato-ortopédicas, sejam de pós-operatório, agudas ou até mesmo crônicas.

Essa é a situação de Fabíola Mattiolla. A jovem relatou que iniciou o tratamento para dores há poucos dias e já está sentindo a diferença. “Estou gostando do atendimento. A equipe é muito atenciosa e presta um excelente atendimento”, elogiou.

Ainda de acordo com a coordenadora, os pacientes são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, pelos Hospitais São João Batista, Munir Rafful (Retiro) ou pelo INTO (rede estadual de saúde). Os atendimentos são realizados também nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros Dom Bosco, Vila Mury, Retiro II, Siderlândia, Conforto, Água Limpa e Vila Rica. E ainda pelo Programa de Atendimento Domiciliar em Fisioterapia, que atende pacientes acamados.

Presença nos hospitais
Os fisioterapeutas que atuam na rede hospitalar trabalham na estrutura ambulatorial e também nas unidades semi-intensivas e intensivas, tendo papel na estabilização das estruturas muscular, articular e das vias respiratórias do paciente internado. O atendimento busca contribuir de maneira significativa no restabelecimento, auxiliando a equipe multidisciplinar na alta deste paciente o mais breve possível. É o que acontece com os pacientes internados com Covid-19. Além do atendimento dos fisioterapeutas nos hospitais como parte fundamental durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de 35% na procura pelo serviço pós-internação.

Foi o caso de Brenda Da Silva França, de 20 anos. Diagnosticada com Covid-19 em outubro do ano passado, a jovem fez tratamento da doença em Barra Mansa, onde residia. Porém, ao se mudar para Volta Redonda este ano, procurou o atendimento no Hospital São João Batista, ao voltar a sentir as mesmas dores. Após ser atendida e realizar todos os exames, verificou que não se tratava de uma reinfecção da doença, mas sim das sequelas da Covid-19. Após passar por atendimento especializado de uma pneumologista, foi indicada para a fisioterapia respiratória.

“Fiquei muito feliz em saber que o município está ofertando esse tipo de atendimento à população através do SUS. Logo, eu procurei a Unidade Básica de Saúde do meu bairro para que eu pudesse ter o encaminhamento para o estádio”, disse Brenda ao alertar os jovens sobre a gravidade da doença. “Ainda não terminou, pois tenho sequelas. Na verdade vou tê-las pelo resto da minha vida, mas com a fisioterapia eu tenho a oportunidade de aprender a como respirar direito de novo”, destacou.

Os atendimentos relacionados à pandemia também são gerados pelo isolamento e home Office que podem provocar dores devido ao aumento de estresse, ansiedade, ociosidade e depressão, como explica Luciana. “Com o retorno do atendimento nos consultórios, o índice de dores crônicas tem sido mais frequente e as agudas provenientes das atividades físicas executadas sem orientação de um profissional da área”, disse.

Serviço
O Centro de Reabilitação Física de Volta Redonda funciona no Estádio Raulino de Oliveira, situado na Rua 552, bairro Jardim Paraíba, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h. O agendamento da avaliação após encaminhamento pela Unidade de Saúde, Hospitais ou Into deve ser feito das 8h às 12h e das 13h às 16h.

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Indústria puxa geração de empregos em Volta Redonda para novo saldo positivo em março

Volta Redonda abriu 513 novas vagas de emprego com carteira assinada em março, apontam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados esta semana pelo Ministério da Economia. Os números são resultado de 2.457 admissões e 1.944 demissões.

A Indústria foi quem mais gerou novos postos de trabalho em março, com saldo positivo de 259, seguido pelo setor de Serviços 125 e Comércio 78. A Construção Civil também teve saldo positivo no mês, com 52 vagas abertas.

O resultado de março mantém o saldo positivo de empregos de Volta Redonda em 2021 - com 1.268 gerados nos três primeiros meses ano. Em janeiro, foram novas 301 vagas e em fevereiro 454.

Boas notícias

A cidade de Volta Redonda vem colhendo boas notícias para o mercado de trabalho nos três primeiros meses do ano e a perspectiva pode ser boa ainda para abril. A começar pela retomada do setor industrial, que está contratando em bom ritmo e pode se firmar assim. A CSN, por exemplo, acabou de anunciar abertura de processo para contratações de trabalhadores na Usina Presidente Vargas. Os interessados, segundo a empresa, devem procurar o site www.csn.com.br/oportunidades

O Comércio vem de uma retomada, após ter passado por momentos turbulentos em 2020. O setor teve o segundo mês seguido de alta de empregos no ano de 2021 em março. Além disso, uma loja âncora de departamento acaba de ser inaugurada no Shopping Park Sul e outra loja de uma grande rede varejista está prestes a abrir as portas na cidade.  

A Construção Civil, também um termômetro do mercado de trabalho, deve ganhar fôlego com o anúncio de diversos novos empreendimentos imobiliários.