Com a
queda brusca da temperatura e os termômetros atingindo a marca dos 7 graus, a
Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa está
providenciando, de forma urgente, um abrigo temporário para atender a população
em situação de rua. Na segunda e terça-feira (8 e 9 de julho) a secretária da
Pasta, Ruth Coutinho se reuniu com
representantes de diversas entidades, como o Grupo Acolher, Lar de Jesus
e a Guarda Municipal, para decidir em conjunto as ações que devem ser
implementadas a fim de proteger essas pessoas do frio intenso dos últimos dias.
Durante
o encontro, Ruthinha lembrou que a população em situação de rua é um problema
que envolve toda a sociedade. “Não podemos fechar os olhos para as dificuldades
existentes e para isso, necessitamos do auxílio de todos a fim de oferecer apoio aqueles que se encontram em condição
de vulnerabilidade em nosso município”, destacou.
De acordo com Ruthinha, cerca de 70 pessoas estão
vinculadas atualmente aos serviços ofertados pelo Centro POP, localizado no
bairro Ano Bom. A unidade funciona de segunda à sexta-feira, de 8 às 17 horas, aos sábados, de 8 às 12 horas e também atende cerca
de quatro pessoas migrantes por dia. “Durante o dia, além do Centro POP as
pessoas em situação de rua podem ser acolhidas pelas entidades. Nosso maior
problema está relacionado à noite, período em que esses cidadãos não têm onde
buscar apoio. Daí, a necessidade urgente do abrigo temporário”, ressaltou.
Uma triagem com as pessoas em situação de rua
será realizada visando identificar aqueles que desejam retornar para suas casas.
A intenção da Secretaria é providenciar esse encaminhamento, bem como a reintegração
do cidadão ao convívio familiar, por meio dos profissionais que fazem parte da rede
integrada de serviços públicos em Assistência Social.
A próxima etapa será definir o local do abrigo
temporário, que funcionará das 18 horas até às 8 horas do dia seguinte, e
equipá-lo com colchonetes e roupas de cama. Agentes da Guarda Municipal serão
mobilizados para atuar na manutenção da segurança e da ordem no abrigo. “Vamos
discutir também com as entidades que distribuem sopão no Centro da cidade, a
possibilidade de servirem essa alimentação no abrigo temporário”, concluiu
Ruthinha.