O auditório da
Secretaria de
Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, em sua sede, na Rua Antonio
Barreiros, 232, Nossa Senhora das Graças, semanalmente recebe um grupo de
mulheres artesãs, que são atendidas por um total de cinco professoras
voluntárias que fazem um rodízio no atendimento. As aulas são todas as
sextas-feiras, das 14h às 17h, usando material doado e reciclado para a criação
de produtos de artesanatos diversos.
A coordenadora do Centro
de
Atendimento à Mulher, Ludmila Aguiar, comentou o incentivo para o grupo:
“Nós oferecemos a
elas, no momento
que mais precisavam, um espaço para a
produção. O importante é que o trabalho serve para valorizar a autoestima da
mulher, mostrando que ela pode conseguir o que deseja e contribuir com a
geração de renda familiar”, disse Ludmila.
Atualmente são 10 alunas
que
ganham o lanche durante as aulas. As inscrições ainda estão abertas para
receber mais pessoas interessadas, bastando procurar a sede da secretaria para
confirmar o interesse.
O prefeito Samuca Silva
comentou o uso do espaço público como incentivo a geração de rendas: “A
secretaria
criada na nossa gestão está de portas abertas para receber as mulheres que
desejam empreender e ajudar na renda familiar. O artesanato tem cada vez mais
espaço e apoio na nossa gestão, e com a colaboração das voluntárias, cedemos o
espaço e estamos solidários ao grupo de artesãs nesse local de convivência e
aprendizado”, destacou.
Nesta sexta-feira, 31,
as
aulas foram ministradas pelas professoras voluntárias Sonia Maria Silva e Sonia
Conti, que apontaram o ambiente também de amizade que é construído entre as
participantes das aulas de artesanato. Sonia Maria descreveu como são as aulas
práticas, que tem um tema único por semana. Esta sexta foi a produção de uma
tábua de enfeites para pano de prato na cozinha. As aulas começaram em março
deste ano.
“Aqui ninguém é
obrigado a
comparecer, vem porque gosta de aprender um novo artesanato, criam vínculos
afetivos entre elas, fortalecendo as amizades dentro do grupo. Quando chegam
aqui, os problemas do dia a dia ficam do lado de fora. Todas trazem o básico,
que é a tesoura, agulha e linha. A arte é feita com material reciclado, o uso
de papelão, fibra siliconada ou manta acrílica, tecidos, vidros, potes. Além de
ocupar o tempo, é uma atividade de terapia, também desenvolve uma arte. Tem
gente que chegou aqui e não sabia nem costurar”, afirmou a voluntária
Sônia Maria.
A aluna artesã, Nair
Salustiano da Silva, é o exemplo: “Olha eu cheguei aqui e não sabia
costurar,
nem colocar a linha na agulha direito. Hoje estou produzindo artesanato,
enfeito a minha casa com o que faço e ainda cedo para a minha filha levar para
a escola. Nos enfeites natalinos, por exemplo, em vez de comprar prontos, vamos
produzir tudo aqui com o nosso material”, enfatizou Nair.