Força-tarefa
ocorrerá no Morro do Machado, Morro do Batista, Lavapés, Centro Histórico, Vicentina,
Santo Amaro, Vila Moderna, Alto dos Passos e Vicentina II
A Prefeitura de Resende realizará o
sexto mutirão contra o Aedes, a partir de segunda-feira, dia 13. A
ação faz parte da campanha iniciada no ano passado. Nesta etapa, o Comitê
Municipal de Combate ao Aedes irá contemplar os bairros Morro do Machado, Morro do Batista, Lavapés, Centro Histórico,
Vicentina, Santo Amaro, Vila Moderna, Alto dos Passos e Vicentina II. A mobilização
tem por finalidade a eliminação dos possíveis criadouros dos mosquitos Aedes
Aegypti e Albopictus, que são transmissores das doenças dengue, zika e
chikungunya.
A sexta etapa da campanha começará no
dia 13, no Morro do Machado, Morro do
Batista, Lavapés e no Centro Histórico. A força-tarefa contará
com o envolvimento das equipes das Secretarias Municipais de Saúde e Obras e
Serviços Públicos e dos vigilantes sanitários do Centro de Controle de Zoonoses
(CCZ), além da utilização de quatro caminhões e duas retroescavadeiras. A
Superintendência de Serviços Públicos seguirá com as atividades de retirada de
entulhos nos outros bairros, de acordo com a demanda existente. A população
destes bairros deve estar atenta à programação para que descarte todos os
lixos, entulhos e recipientes que sejam propícios ao acúmulo de água e
proliferação dos mosquitos. O material recolhido deverá ser colocado em frente aos
imóveis, visando facilitar o trabalho da Prefeitura.
Nas cinco edições anteriores, a mega
ação também teve a participação de grandes aliados. A superintendente de
Vigilância em Saúde, Carolina Bittencourt Castro Ferraz, salientou que a ajuda dos
moradores é primordial para que as ações de combate aos mosquitos transmissores
de doenças sejam bem-sucedidas.
— Planejamos e desenvolvemos ações
estratégicas visando evitar a infestação, tais como: visitas domiciliares para
tratamento de focos, orientações à população, recolhimento de entulhos, entre
outras. As pessoas devem cuidar de seus quintais e recipientes que possam virar
depósito de acúmulo de água. Com o lema ’10 minutos salvam vidas’, o governo
estadual aconselha que a população dedique este tempo semanalmente em casa, com
o intuito de eliminar possíveis criadouros. Ainda pedimos que as pessoas
colaborem e abram as portas de suas casas no decorrer da campanha. Durante
os mutirões, são encontrados muitos imóveis fechados. Estes lugares serão
visitados novamente. O CCZ age entre segunda e sexta-feira de forma preventiva
e, aos finais de semana, com os retornos de recuperação – destacou.
A superintendente lembrou como
funciona a escolha dos locais a serem vistoriados nos mutirões, conforme o
Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa).
— Os dados levantados, a partir
do monitoramento da população do vetor da Dengue, ajudam no reconhecimento dos
criadouros onde há maior predominância. Os relatórios do LIRAa, que segue os
parâmetros apontados pelo Ministério da Saúde, são realizados periodicamente e
encaminhados à Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Com o
mapeamento, conseguimos direcionar as ações de controle para as áreas
consideradas mais críticas. Na atualidade, não vivemos em situação de epidemia
no município. Desta forma, as ações de prevenção do CCZ feitas diariamente e a
conscientização dos moradores devem ser mantidas e, quando necessário,
intensificadas. As equipes estão nas ruas com as medidas preventivas e também
contamos com o apoio de carro fumacê – reforçou.
Carolina Bittencourt também
acrescentou que as notificações de suspeita de dengue, zika e chikungunya são essenciais
no combate. “Vale acrescentar que quando uma pessoa é diagnosticada com
suspeita de uma das doenças transmitidas pelos mosquitos,
a equipe recebe a notificação a partir do controle feito
pela Secretaria de Saúde. Diante disso, o CCZ entra em ação com visitas e
procedimentos necessários na residência da pessoa com suspeita da doença e
arredores – frisou.
Ela alertou que é possível que, em
alguns casos, seja necessário o cumprimento do artigo 1º, parágrafo 1º, inciso
IV da Lei 13.301, de 27 de junho de 2016, que dispõe sobre a adoção de medidas
de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde
pública pela presença do mosquito transmissor do vírus. “É viável o ingresso
forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de abandono,
ausência ou recusa de pessoa que possa permitir o acesso de agente público, regularmente
designado e identificado, quando se mostre essencial para a contenção das
doenças”, informou.
Confira o balancete
O primeiro mutirão deste
ciclo foi realizado nos dias 24 e 25 de novembro do ano passado, em 3.805
pontos nos seguintes bairros: Itapuca, Baixada da Olaria, Elite, Vila Santa
Isabel e Vila Hulda. No sábado, foram coletadas 59 amostras de larvas de
mosquitos para análise em laboratório. As equipes se depararam com 941 imóveis
fechados. No domingo, foram 31 amostras. No total, foram localizados 402 locais
fechados. Durante a primeira etapa, foram retirados 67 caminhões de entulhos.
Já na segunda edição, foram
percorridos 7.821 imóveis na Cidade Alegria, Jardim Alegria, Nova Alegria e no
Jardim Beira-Rio, nos dias 15 e 16 de dezembro passado. No sábado, o trabalho
ocorreu somente na Cidade Alegria. No bairro em questão, os agentes vistoriaram
2.811 locais e encontraram outros 2.226 imóveis fechados. Na ocasião, foram
coletadas 28 amostras. No domingo, os demais bairros foram contemplados. Foram
coletadas 15 amostras. Na época, foram 1.376 locais visitados e outros 1.408
encontrados sem possibilidade de acesso. Nesta etapa, foram recolhidos 105
caminhões de entulhos.
A terceira edição contemplou os
bairros Vila Julieta – conhecido como Alvorada, Liberdade e Nova Liberdade.
Aproximadamente 170 pessoas percorreram 5.184 imóveis. No dia 23 de fevereiro
deste ano, sábado, foram coletadas 89 amostras de larvas dos mosquitos,
enquanto, no dia 24, domingo, 45. Na Nova Liberdade, o número de locais fechados
chegou a 41,6%. E na Liberdade, as equipes se depararam com 46,4% endereços
inacessíveis. Na terceira fase do ciclo, foram recolhidos 92 caminhões de
entulhos.
Já o
quarto mutirão aconteceu nos dias 16 e 17 de março, nos bairros
Cabral, Morro do Cruzeiro e Paraíso. No dia 16, sábado, foram percorridos 3.456
imóveis. Deste total, 1.264 estavam fechados. No Cabral, foram coletadas 79
amostras de larvas. No Morro Cruzeiro, foram contabilizadas 29 coletas,
enquanto no Paraíso, 26. No dia 17, foram visitados 918 imóveis no Paraíso e
Alambari, mas 360 estavam inacessíveis. Foram coletadas 47 amostras neste
domingo. Na quarta etapa, foram retirados 172 caminhões de entulhos.
Já a quinta etapa teve início nos
dias 15, 16 e 17 de abril, nos bairros Surubi Velho, Novo Surubi e Alto Surubi.
Dos 2.967 imóveis percorridos, 1.400 foram trabalhados. No total, foram
coletadas 56 amostras de larvas dos mosquitos. Na quinta edição, foram
recolhidos 100 caminhões de entulhos.