Ideia
das visitas é a humanização hospitalar, quebrando a barreira entre os pacientes
com os profissionais da saúde
A
sabedoria popular diz que o riso é o melhor remédio. E quem tomou uma dose
desse medicamento neste final de semana foram os pacientes e acompanhantes da
ala infantil do Hospital São João Batista, em Volta Redonda. Lá, os membros do
Grupo
‘Doutores da Esperança’ cantaram, dançaram, contaram piadas, se desdobraram para
arrancar uma risada das crianças e seus responsáveis. Quem aprovou a atuação do
grupo foi a dona de casa Nei Silveira, de 40 anos. Ela estava com dois filhos -
um de dois anos e outra de seis - internados no maior hospital público da
região.
"Eles
adoraram e eu também. Nesse domingo chuvoso, eles vêm para nos trazer alegria.
O grupo tem que sempre vir aqui", disse a mãe de dois pacientes.
O
grupo, ligado a ONG ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos
Assistenciais), completou essa semana quatro anos percorrendo os hospitais
públicos do Sul Fluminense. "A inspiração da criação do grupo foi
do filme 'Patch Adams - Amor é Contagiante'. A ideia das visitas é a
humanização hospitalar, quebrando um pouco a barreira entre os pacientes e os
profissionais da saúde", explicou Carlos Anderson Pereira, de 55
anos, o Betão, um dos fundadores do grupo. Por mês, segundo ele, mais de 1,5
mil pessoas assistem às apresentações do ‘Doutores da Esperança' no Sul
Fluminense.
O
diretor-médico do Hospital São João Batista, José Geraldo de Castro Barros,
aprovou a atuação do grupo e vai além, dizendo que quer que esse trabalho
aconteça pelo menos uma vez por semana. Atualmente, o grupo se apresenta
mensalmente no HSJB. "Queremos ampliar a atuação desse grupo
e, quem sabe, criar um próprio do São João Batista. Não tenho a menor dúvida
que as apresentações ajudam no tratamento das crianças. Só a presença deles
melhora o clima da enfermaria", disse o diretor-médico da unidade
de saúde.
O
ganho de alegria também é dos voluntários do Doutores da Esperança.
"É
uma troca. Sempre saio uma pessoa melhor depois de uma apresentação. Doar o
nosso tempo ao outro também é remédio de prevenção para nossa
saúde",
resume a voluntária Janaína de Paula, mais conhecida como doutora De Janelinha.
Com
o filho de sete anos internado no hospital há 14 dias, a servidora pública
Rebeca Monteiro, também acredita que as apresentações melhoram o tratamento.
"Eles
transformam a dor em alegria e esperança", define.