Alicerces para o desenvolvimento científico e tecnológico
do país, as universidades federais passaram, entre 2003 e 2014, por um
processo de reestruturação e expansão. Essa expansão teve como bases os
princípios da democratização e inclusão e resultou, em 2007, na criação
do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (Reuni).
A rede federal de educação superior passou, então, de 45
universidades em 2003 para 63 em 2014. Também houve ampliação no número
de campi, chegando a 321. As ações do programa contemplam o aumento de
vagas nos cursos de graduação, a ampliação da oferta de cursos noturnos,
a promoção de inovações pedagógicas e o combate à evasão, entre outras.
A expansão ampliou de 114 para 289 o número de municípios atendidos
pela rede, mas não se restringiu às fronteiras do país. O Reuni permitiu
um processo de integração regional e de internacionalização da educação
superior a partir da criação de instituições que integram:
• Os estados fronteiriços da região Sul do Brasil — Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
• A região amazônica — Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).
• Os países da América Latina —Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
• Os países de língua portuguesa, em continentes como África e Ásia — Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
• A região amazônica — Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).
• Os países da América Latina —Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
• Os países de língua portuguesa, em continentes como África e Ásia — Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
Além do foco na expansão da estrutura física das universidades, o
Reuni criou as condições para a reestruturação acadêmica e pedagógica da
rede federal de educação superior.
Inclusão — De acordo com o reitor da Universidade
Federal de Lavras (Ufla), José Roberto Scolforo, o Reuni possibilitou a
implantação de mais cursos e uma inclusão muito forte de estudantes na
instituição, além oferecer mais recursos acadêmicos. “Com o investimento
em bibliotecas, tivemos a oportunidade de adquirir, durante o período
do Reuni, mais de 40 mil volumes”, disse. “Com os recursos do programa,
conseguimos viabilizar dezenas de estruturas de laboratórios mais
modernos, além de salas de aula com controle de ventilação e iluminação
mais adequados.”
Ainda de acordo com Scolforo, foi possível equipar novos laboratórios
e reinvestir nos mais antigos, dos cursos tradicionais da instituição. O
reitor também destacou que a Ufla investiu na infraestrutura viária e
de redes e montou um plano ambiental e estruturante. Isso levou a
instituição mineira a ser considerada ecouniversidade. “Temos um plano
ambiental que nos permite gerar nossa própria água”, salientou.
“Tratamos a água e o esgoto na própria instituição, o que nos permite
maior capacidade no gerenciamento do custeio.”
Impacto — Na Universidade Federal de Goiás (UFG), o
Reuni influenciou o planejamento acadêmico. Segundo o reitor, Orlando
Afonso Valle do Amaral, a instituição passou, no período de 2008 a 2015,
de 13 mil estudantes para mais de 25 mil, além de duplicar a área
construída e ampliar o número de cursos de graduação e de pós-graduação.
“O impacto do Reuni foi fundamental, por fazer uma expansão desse porte
e renovar a atmosfera no ambiente universitário”, disse. “Hoje, a
universidade tem muito mais a cara da população brasileira do que tinha
anos atrás.”
Para Amaral, o Reuni possibilitou às universidades chegar ao interior
do Brasil. “Temos, além do campus em Goiânia, vários campi bem
estruturados e com um grande número de alunos, como são os casos de
Catalão e Itajaí”, disse. O reitor citou ainda o campus, com número
crescente de alunos, na cidade histórica de Goiás, antiga capital do
estado, e mais recentemente uma nova unidade, em Aparecida de Goiânia.
“Hoje, a presença da UFG é sentida em todo o estado, permitindo que
jovens do interior tenham acesso à educação superior pública de
qualidade.”Diego Rocha