“Queremos mostrar a importância da
segurança no trânsito e o respeito que os motoristas têm que ter pelos
ciclistas. Meu avô andava de bicicleta há mais de 62 anos e era todo cuidadoso nas
ruas. Não podemos deixar que ele torne-se apenas mais um número na
estatística”, disse Amanda de Oliveira, neta de Mário, sugerindo que os
participantes vão de camisas brancas.
Durante a homenagem, o movimento Massa
Crítica fará uma Ghost Bike (bicicleta fantasma). O engenheiro Vicente Sacramento
Junior, do Massa Crítica de Volta Redonda, explica o significado desta
homenagem: “Ghost Bike são
bicicletas brancas instaladas em locais de acidentes fatais com ciclistas, como
memoriais em homenagem a quem perdeu a vida para a pressa de alguém, para a
falta de planejamento viário, para a omissão do poder público. Também têm o
objetivo de evitar que aquela morte caia no esquecimento”.
O Massa
Crítica, que está em Volta Redonda há quatro meses, é um movimento
internacional que defende os direitos dos ciclistas. O movimento surgiu em 1992
na cidade americana de São Francisco, inspirado no trânsito caótico da China.
No Brasil, o movimento de ciclistas chegou à cidade de São Paulo em 2008. Em
Volta Redonda, os membros do Massa Crítica organizam todas as últimas
sextas-feiras do mês a ‘Bicicletada’ – evento para reivindicar melhores
condições para os ciclistas.