Conselho administrativo da CBS consegue adiar eleição da
entidade para dezembro
O Sindicato dos Metalúrgicos e a APCBS (Associação dos
Participantes da CBS) apuraram o resultado da decisão tomada pela CBS de
isentar a CSN e a ela própria (CBS), de pagarem as contribuições para os
trabalhadores referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro e 13º
salário de 2014, no montante de R$ 10
milhões.
Com a isenção concedida quem pagou estas mensalidades foi o
próprio Plano Milênio, utilizando dinheiro do Fundo de Reversão, que se destina
a cobrir déficit que possa ocorrer no plano.
Em novembro de 2014 o déficit total do Plano milênio era de R$ 132 milhões e o Fundo de Reversão
contava com R$ 104 milhões. O valor é insuficiente, assim, para cobrir o déficit.
Esta situação foi agravada ainda mais com a redução de R$ 10 milhões do Fundo de Reversão para
pagar as contribuições da CSN e da CBS.
“Acontece que com base na Lei, mantendo-se o déficit, os dois -
patrocinadores e participantes -
serão chamados para pagar o déficit, como aconteceu em 1996, quando foi
atribuído aos participantes pagarem R$ 194
milhões do déficit apurado naquela época”, explica o vice-presidente da APCSB, Áureo de Araújo
Braga.
Segundo as entidades representativas, hoje a CSN usa dinheiro
do fundo só para ela. “Amanhã, na hora de pagar o déficit que for apurado, aí
sim, os participantes serão chamados ‘para
ajudar a pagar’”, afirma Silvio Campos, presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos.
“E o pior de tudo é que esta decisão
foi aprovada no Conselho Deliberativo da CBS por unanimidade dos conselheiros
presentes, inclusive com o voto favorável dos representantes dos participantes,
aqueles que foram eleitos em 2011 com 94% de votos por procuração, que chefes
da CSN ficaram até 5h00 da madrugada votando com as portas do local de votação
fechada às 18h00 horas do dia anterior”, finaliza o vice-presidente da APCSB,
Áureo de Araújo Braga .
Adiada eleição
de conselheiros da CBS
A eleição dos representantes da CBS, que deviam acontecer em
março deste ano, foi adiada para o mês de dezembro, através de uma manobra da
CSN e da CBS que alteraram o Estatuto e o Regulamento de Eleições.
“É importante que os associados tenham, de fato, seus
representantes de fato, no conselho administrativo da CBS para defender o nosso
futuro. Para isso, os beneficiados pelo fundo de previdência têm que ir à urna
no dia das eleições. Esperamos que o processo de escolha dos novos membros seja
com lisura”, finaliza Silvio Campos.