Um grande estudo da Universidade Chapman, na Califórnia, reforça os estereótipos de relacionamento ao sugerir que os ciúmes têm motivações distintas para homens e mulheres heterossexuais. De acordo com a pesquisa, que ouviu 64 mil americanos de 18 a 65 anos, homens se incomodam mais com a infidelidade sexual de sua parceira, enquanto as mulheres são mais afetadas pela infelidelidade emocional de seus parceiros.
O estudo perguntou aos participantes: Você ficaria mais perturbado se o seu parceiro fizesse sexo com outra pessoa ou se ele se apaixonasse por outra pessoa? Entre os homens, 54% disseram que ficariam mais incomodados se descobrissem que sua mulher fez sexo com outro homem. E 46% ficariam mais perturbados com o envolvimento emocional. Entre as mulheres, o "placar" foi bem diferente, com 65% dizendo que o pior seria a traição com sentimento. Homens e mulheres bissexuais não diferiram significativamente, assim como os gays.
“O homem heterossexual se destaca de todos os outros grupos: é o único muito mais propenso a ficar mais chateado com infidelidade sexual em vez de infidelidade emocional”, disse David Frederick, principal autor do estudo, no texto sobre a pesquisa. “As atitudes entre gays, lésbicas, e homens e mulheres bissexuais têm tido historicamente menos estudos e têm sido subteorizadas em psicologia, em particular no que diz respeito aos testes de perspectivas evolutivas."
“As respostas de homens e mulheres para ameaças de infidelidade variam de dores intensas de ciúme até demonstrações de atenção para reconquistar seu parceiro. O ciúme também pode desencadear comportamentos prejudiciais e violentos, por isso é importante entender quais são os gatilhos mais potentes do ciúme”, afirmou Frederick.