O começo do ano é uma boa hora para organizar as finanças e separar parte da renda para investir; o iG consultou especialistas para ajudar na escolha de tipos de investimentos
Sempre é hora de planejar como poupar para investir, mais tarde, em um sonho
O investidor precavido deve se antecipar ao
cenário econômico de 2015, que não deve ser animador, com inflação (já)
alta e taxa de juros subindo. E a todo momento é tempo de fazer um pé de
meia e guardar recursos para mais tarde investir em um sonho, comprar a
casa própria, viajar. Para isso, planejamento é fundamental, dizem
especialistas.
Uma boa sugestão é já reservar uma parte do 13º salário para investir. O iG consultou dois especialistas em investimentos para ajudar na escolha do melhor investimento, para diversos tipos de bolsos.
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O
planejador financeiro Jansen Costa ensina que, com crescimento baixo
(abaixo de 1% do Produto Interno Bruto), dólar acima de R$ 2,60, taxa de
juros (Selic) em 12,5% e inflação a 6,50%, a alocação de recursos deve
ser feita de maneira conservadora, buscando a proteção contra a inflação
e obtendo ganhos reais superiores a ela.
"Assim, com o prazo de
investimento de um ano, produtos como LCI [letra de crédito
imobiliária], LCA [letra de crédito agrícola] , Debêntures Incentivadas
são as minhas indicações para aplicação, dado que são investimentos
isentos de IR e, no caso das debêntures, atreladas à variação da
inflação [Índice de Preços ao Consumidor Amplo]", diz Costa.
Veja
abaixo indicações de investimentos por faixas, indicados por William
Araújo, executivo da equipe de análises da UM Investimentos e Jansen
Costa.
R$ 1 mil
"Em função do valor não
atingir o mínimo para diversas aplicações, o melhor produto seria a LFT
disponível para compra no Tesouro Direto. Produto com baixo custo de
manutenção e aplicações mínimas em R$ 80", diz Costa.
Araújo
indica a popupança. "O mais interessante para o investidor que pretende
aplicar R$ 1 mil ainda é a poupança devido a isenção de tributos e a
facilidade para resgatar o dinheiro em situações emergenciais."
R$ 10 mil
Costa
indica LCI e LCA. "Com esse valor, já é possível encontrar LCI e LCA
disponíveis com taxas de 92% a 97% do CDI para o prazo de um ano."
Para
Araújo, com essa quantia, o investidor pode buscar algum fundo de
investimento compatível com o perfil do investidor, mais conservador ou
mais agressivo.
R$ 50 mil
Araújo avalia
que quem pretende aplicar R$ 50 mil, poderia utilizar estratégias de
busca por fundos, além de diversificar investimentos visando minimizar o
risco nas aplicações. "Caso seja identificado um perfil moderado, o
investidor poderia aplicar uma parte do montante em títulos público,
fundo de renda fixa e diversificar o investimentos através de renda
variável".
Costa indica a pulverização do total a investir da
seguinte forma: 60% em LCI/LCA, 40% em debêntures incentivadas com taxas
acima de 6% + IPCA. "Caso o perfil seja mais moderado, alocaria 10% em
um fundo de indice de ações pagadores de bons dividendos."
R$ 100 mil
Araújo
ensina que a mesma estratégia do investidor que tem R$ 50 mil serve
para o investidor que pretende aplicar o dobro. "Primeiramente, deve ser
identificado o perfil do investidor e, a partir dessa análise, será
traçado um plano de investimento para diversificar a aplicação, que
poderá ser no caso de um investidor moderado, 70% em renda fixa [fundos
de renda fixa, títulos públicos, poupança] e 30% em renda variável
[fundos de renda variável, fundos multimercados e ações].
Costa
indica a aplicação de 50% em LCI e LCA, 30% em debêntures incentivadas,
10% em fundo de ações ( ETF) e 10% em fundo multimercado.
Debêntures
incentivadas são títulos de dívidas que as empresas comercializam para
se capitalizar no mercado e não ter de pegar dinheiro para financiar
suas atividades no setor bancário, que cobra alto. Foram criadas em 2011
pelo governo para incentivar empresas que farão grandes obras de
infraestrutura no País.http://economia.ig.com.br/financas/investimentos/2015-01-02/ano-novo-as-melhores-aplicacoes-para-bolsos-de-r-1-mil-a-r-100-mil.html