Os
vereadores de Barra Mansa aprovaram nas sessões ordinárias dos dias 04 e 05 de
dezembro onze projetos de lei. Além destes, foram aprovados, ainda, os
pareceres sobre outros cinco projetos de lei, que retornam para votação nas
próximas sessões.
Os
projetos aprovados tratam de temas variados, regularizando questões da área de
saúde, em especial sobre a distribuição de medicamentos pela Prefeitura; dispondo
sobre programas e ações educacionais; criando formas de valorização e
preservação ambiental e instituindo formas de conservação da memória da cidade.
A
dificuldade em obter informações acerca da área de saúde no município foi
abordada pelo vereador Ricardo Arbex em dois projetos de lei aprovados pela
plenária. Um dos projetos determina que os resultados de exames laboratoriais,
eletrocardiogramas e raios-x, realizados
nas unidades de saúde municipais, sejam disponibilizados na internet. A ação facilita
o acesso da população aos resultados, que não necessitariam sair de sua
residência para obtê-los. O vereador propôs, ainda, projeto de lei determinando
que a Secretária Municipal de Saúde divulgue, no site da Prefeitura, uma lista
atualizada dos medicamentos disponíveis e em falta na Farmácia Básica do município.
Na listagem deverá constar, a data prevista para a regularização de
fornecimento do remédio que estiver em falta.
-O
que buscamos com este projeto de lei é criar uma ferramenta para que o usuário
de saúde pública possa ter seus direitos assegurados – justifica Arbex.
O
projeto de lei do vereador Jaime Alves de Almeida que cria a “Farmácia
Solidária” também foi aprovado. De acordo com o projeto, as unidades de saúde
do município arrecadariam sobras de medicamentos, ainda no prazo de validade,
para serem doados à população de baixa renda e idosos. Os medicamentos
passariam por um controle médico criterioso e caso não estivessem aptos para
uso, seriam incinerados, diminuindo, assim, o desperdício de medicamentos.
O
vereador Luis Antônio Cardoso também tratou da questão de distribuição de
medicamentos. De acordo com projeto de lei de autoria do vereador, aprovado na
sessão de 04 de dezembro, os portadores de doenças crônicas terão direito a obtenção
gratuita dos medicamentos. O projeto prevê que o Executivo estipule um prazo, menor
que trinta dias, para fornecimento dos remédios a estes doentes, sem prejuízo
ao tratamento contínuo que realizam.
Os
vereadores Marcelo Borges e Luís Antônio Cardoso tiveram projetos de lei que
tratam da memória da cidade aprovados pela casa parlamentar. O projeto do
vereador Luis Antônio institui o Dia da Memória Ferroviária, que passa ser
comemorado no dia 02 de fevereiro de cada ano, lembrando a importância da
ferrovia na história do município e região. O vereador Marcelo Borges, através
de seu projeto de lei, incluiu no calendário oficial da cidade o programa “Memórias
do Bairro Vila Nova”. O programa é desenvolvido pelo Grupo Pró-Vila Nova, que
realiza na última semana do mês de junho atividades rememorando a história de
um dos bairros mais antigos do município. Ficou instituído o dia 29 de junho
como “Dia Oficial do Bairro Vila Nova”.
Novas leis criam ações
inclusivas de educação no município
Durante
a sessão do dia 04 de dezembro, dois projetos de lei aprovados instituem ações voltadas
à inclusão na rede de ensino do município. O vereador Luís Antônio Cardoso
criou o programa “Ajuda Jovem”, que tem a finalidade de oferecer reforço
escolar aos alunos com dificuldade de aprendizado. Através deste programa,
universitários realizariam aulas para os alunos da rede pública de ensino, de
forma voluntária e sem ônus para os cofres públicos. Em contrapartida os
universitários ganhariam créditos em sua grade curricular e teriam entrada
gratuita nos eventos promovidos pela Prefeitura.
O
vereador Marcelo Borges disciplinou, através de seu projeto de lei, ações
públicas voltadas aos alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento, altas habilidades e com dificuldades de desenvolvimento. O projeto
prevê que seja instituída no município a Educação Especial para estes alunos
tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental, em escolas regulares.
Para tanto, os profissionais de educação devem obter qualificação especializada
e contínua, com planejamento pedagógico específico, que insira a família no
processo de aprendizagem.
-Precisamos
tomar providências em benefício dos alunos considerados especiais. O município
não pode cruzar os braços diante da situação destes alunos. É nossa obrigação
criar ferramentas capazes de garantir a inclusão de todas as crianças e
adolescentes na rede de ensino, sem exclusão – afirmou Marcelo.
Vereadores aprovam lei de conscientização
e preservação do meio ambiente
Os
vereadores aprovaram, ainda, durante as sessões de 04 e 05 de dezembro, três
projeto de lei que tem por objetivo preservar o meio ambiente, seja em ações práticas,
seja através da conscientização.
O
projeto de lei do vereador Paulo Chuchu institui o “Sistema Municipal de
Desastres de Origem Natural” no município. O sistema adota medidas práticas
quando houver desastres causados, principalmente, durante a época de fortes
chuvas. Entre as medidas estão: fornecimento de água potável à população e
eliminação das águas residuais; controle da segurança alimentar, do saneamento
básico e da higiene doméstica, além do enterro de animais mortos durante os
desastres.
-As
famílias atingidas pelos desastres naturais, como enchente e desmoronamentos
ficam à mercê da vontade política para atendimento de suas necessidades
urgentes. Ao criar uma lei específica damos consistência jurídica para o
atendimento da população – afirmou Paulo Chuchu.
O
presidente da Câmara, vereador Marcelo Borges, teve aprovados dois projetos de
lei, voltados ao meio ambiente. O primeiro trata da conscientização da
população, determinando que nas contas de água e esgoto emitidas pelo SAAE de
Barra Mansa sejam impressas a seguinte mensagem “ Ajude a preservar a qualidade
do Rio Paraíba do Sul não jogando lixo em suas águas.”
O
segundo projeto aprovado do vereador Marcelo a respeito do tema disciplina o
descarte de computadores e seus componentes. A lei prevê que os fornecedores e
fabricantes de computadores do município ficam obrigados a a receber
computadores obsoletos, descartados pelo consumidor. Entre os equipamentos
tratados pela lei estão: PCU (Unidade Central de Processamento), monitor,
teclado, mouse e impressora.
-A
cada dia aumenta a quantidade de computadores considerados obsoletos, além
daqueles que apresentam defeitos, e é comum estes serem descartados no lixo
residencial. Portanto, criamos um mecanismo legar para que haja uma destinação
correta para estes equipamentos, que não são mais utilizados – justificou Marcelo
Borges.