Casamentos entre pessoas do mesmo sexo chegaram a quase 4 mil em 2013
Sudeste foi a região com o
maior percentual de casamentos, seguida do Sul, do Nordeste e do
Centro-Oeste. Região Norte aparece em último lugar
Agência Brasil
Brasília - O Rio de Janeiro aparece em segundo
lugar nas estatísticas do Registro Civil divulgadas nesta terça-feira
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 211
casamentos gays realizados no ano passado. Liderando a lista aparece São
Paulo, com 1.945 uniões homoafetivas, sendo 897 entre homens e 1.048
entre mulheres.
Em todo o território nacional, foram celebradas
3.701 casamentos entre pessoas do mesmo sexo em 2013, sendo a maioria
dos casais (52%) formados por mulheres. Minas Gerais ficou em terceiro
lugar, com 209. O estado que registrou menos uniões desse tipo em 2013
foi o Acre, com apenas um casamento entre homens e nenhum entre
mulheres.
Cantora
e ativista dos direitos LGBT, a transgênera Jane Di Castro se casou em
novembro deste ano com seu companheiro por 47 anos, Otávio Bonfim
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Esta é a primeira vez que a pesquisa
investiga o casamento entre pessoas de mesmo sexo, graças a uma
aprovação do Conselho Nacional de Justiça (Resolução nº 175) que
possibilita esse tipo de levantamento. O levantamento aponta que foram
celebrados 1.926 casamentos entre mulheres, e 1.775 entre homens. No
total, o país registrou 1 milhão de uniões em 2013.
Em média, a idade dos casais
homoafetivos foi 37 anos para os homens e 35 anos para as mulheres. Nos
registros de casamento entre pessoas de sexo diferente, as idades
ficaram em 30 anos para os homens e 27 para as mulheres. A maioria era
solteira ao se casar - 82,3% dos casais masculinos e 75,5% dos femininos
nunca haviam se casado antes.
Sudeste lidera uniões
O Sudeste foi a região com o maior
percentual de casamentos - 65,1%, seguida do Sul, com 14,2%, do
Nordeste, com 13,4%, do Centro-Oeste, com 5,8%, e do Norte, com 1,5%.
São Paulo detinha 80,8% dos registros.
O superintendente de Direitos Individuais,
Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Estadual Rio Sem
Homofobia, Cláudio Nascimento, e seu companheiro, João Silva, foram os
primeiros a ter a união convertida em casamento no estado do Rio de
Janeiro, em 2011. Hoje, ele ajuda a transformar em realidade o sonho de
centenas de casais homoafetivos. A superintendência promove desde 2011
cerimônias coletivas de casamento e de união estável, que já
beneficiaram mais de 500 casais. Em novembro foi celebrada a maior
cerimônia desse tipo no porto do Rio.
“Aumenta, cada vez mais, a procura de casais
homoafetivos para formalizar a união, para gerar mais segurança à
relação, para adotar uma criança, aumentar a família, comprar um
patrimônio”, comentou Nascimento. “Não basta ter o direito, é preciso
dar à população LGBT condições de acesso a esses direitos, por isso
fazemos cerimônias coletivas”, acrescentou. Segundo ele, essas
cerimônias também servem para preparar oficiais e escrivães dos
cartórios para a nova realidade.
O Supremo Tribunal Federal reconheceu em maio
de 2011 a legalidade da união homossexual estável. Desde o ano passado,
os casais homoafetivos podem registrar casamento civil nos cartórios do
Rio de Janeiro.
Em todo o país, os casamentos entre pessoas de
sexo diferente passaram de 1,04 milhão. O número de casamentos aumentou
1,1% em 2013 em relação a 2012 e chegou a 1,1 milhão. O Sudeste
concentrou a maior parte - 48,2%.
Também no ano passado, foram concedidos 324,9
mil divórcios em primeira instância e sem recursos ou por escrituras
extrajudiciais. O número representou queda de 4,9% em relação a 2012,
16.679 divórcios a menos. A maior incidência foi percebida nos casais
com idade entre 40 e 44 anos para as mulheres e 45 e 49 anos para os
homens.http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-12-09/casamentos-entre-pessoas-do-mesmo-sexo-chegaram-a-quase-4-mil-em-2013.html
Doutor Honoris Causa em Educação e Direitos humanos; ex- servidor na Prefeitura Municipal de Resende/RJ; Ex- Assessor de Gabinete do Prefeito na Prefeitura Municipal de Barra Mansa/RJ; Ex-servidor da Fundação Beatriz Gama de Volta Redonda/RJ. Eleito por três mandatos no Conselho Superior do Instituto Federal do Rio de Janeiro e dois no Conselho Municipal de Juventude de Barra Mansa/RJ. Consultor ad hoc da Associação Mineira de Pesquisa e Iniciação Científica, avaliando os trabalhos de Iniciação Científica e Tecnológica da 4ª Feira Mineira de Iniciação Científica (4ª FEMIC); Selecionado avaliador em um importante Prêmio de Inovação no estado de Minas Gerais e um outro no Espírito Santo em 2022. Encerrou 2022 recebendo homenagem do Governo Federal através do Programa Pátria Voluntária.