Técnico classificou o resultado por 7 a 1 a favor da Alemanha como catastrófico, ressaltou o trabalho em longo prazo dos europeus e despistou sobre seu futuro na seleção
Felipão observa o ambiente durante o jogo entre Brasil x Alemanha
Foi a pior derrota da história da seleção brasileira em 100 anos de história. Levar 7 a 1 da Alemanha
numa semifinal de Copa do Mundo, em casa, não poderia ganhar outro
adjetivo de Luiz Felipe Scolari após a partida no Mineirão: catástrofe.
"Quem é convidado para ser o técnico? Quem é o responsável pelas
escolhas? O resultado catastrófico pode ser dividido pelo grupo, e eles
vão querer fazer isso, mas a escolha da parte tática, da forma de jogar,
sou eu. Quem foi o responsável fui eu", avaliou o treinador em
entrevista coletiva.
"Quando
você perde desta forma fica aquela revolta por dentro por não conseguir
mudar. Se for pensar na minha vida como jogador, técnico e professor de
Educação Física, entendo que foi o pior dia da minha vida, mas continua
a vida. Os riscos que assume a gente tem de assimilar e seguir em
frente a vida, é o que eu vou fazer", prosseguiu o técnico, que
despistou sobre seu futuro na seleção brasileira, alertando que tem
ainda mais uma partida a ser jogada nesta Copa, contra o perdedor de
Argentina x Holanda, sábado, em Brasília, na disputa pelo terceiro
lugar.
Felipão admitiu que o primeiro gol alemão, marcado por
Thomas Muller aos dez minutos do primeiro tempo, desestabilizou a
seleção brasileira, e o domínio do adversário foi aumenntando até a
construção da goleada com meia hora de bola rolando. "O que aconteceu
hoje é muito diferente do que temos jogado. Até o primeiro gol o jogo
era praticamente idêntico. Houve um descontrole, isso não é normal mas
acontece", avaliou o treinador.
Além do dia iluminado, prevaleceu a
maior experiência dos alemães, na opinião do técnico. "Dessa equipe
(brasileira), 12 ou 13 devem estar na Copa de 2018. Essa equipe da
Alemanha jogou o Mundial de 2010, jogou Euro de 2008, vários tem mais de
cem jogos pela seleção, trabalharam e trabalharam para chegar a uma
final. É uma derrota catastrófica, mas temos de aprender com isso."
Dar
uma continudade a esse grupo na seleção brasileira, como a Alemanha
realizou com o atual é grupo, é o principal foco visando o ciclo para a
Copa de 2018, na Rússia, de acordo com Felipão. "Vamos sentar com nosso
grupo, analisar novamente o que aconteceu, trabalhar com eles porque
muitos estarão nas próximas convocações visando o Mundial de 2018,
mostrar que foi um jogo atípico, não é normal, e fazer ver que temos de
uma ou outra forma assimular essa derrota. A pior derrota do Brasil até
em amistosos, mas que aconteceu. A vida de todo mundo vai contonuar e
buscando o melhor. Ver o que a gente pode mudar."http://copadomundo.ig.com.br/2014-07-08/pior-dia-da-minha-vida-diz-felipao-apos-assumir-culpa-por-vexame-brasileiro.html