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Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Comissões da Verdade do Rio e de VR pedem abertura dos arquivos da CSN

Publicado em: fevereiro 24, 2014 | Por Johnes Hebert
A Comissão da Verdade do Rio e a Comissão da Verdade de Volta Redonda enviaram para o Senado, por meio do senador João Capiberibe (PSB/AP), presidente da Subcomissão da Memória, Verdade e Justiça, ofício pedindo ajuda para abertura dos arquivos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A empresa foi privatizada em 1993, mas as duas comissões entendem que esse acervo deve ser aberto ao público. O objetivo é conseguir as fichas funcionais dos trabalhadores para traçar um panorama da controle político sobre os funcionários da empresa.
"Ter acesso ao acervo da CSN é fundamental para os trabalhos das comissões estadual e de Volta Redonda para termos informações sobre militantes, não só metalúrgicos, que eram foram perseguidos. Assim, poderemos ter uma base para a construção da memória política de Volta Redonda. Acredito que a empresa terá essa consciência e vai liberar o nosso acesso a esses documentos", disse o presidente da Comissão de Volta Redonda, Alex Martins.
Para a CEV-Rio, esses documentos vão auxiliar em duas frentes de trabalho: a que investiga a estrutura da repressão em Volta Redonda e uma pesquisa da Faperj para a CEV-Rio. O objeto dessa pesquisa  é o 1º Batalhão de Infantaria Blindada do Exército, localizado em Barra Mansa. Há denúncias de que o local, desativado em 1991, serviu como centro de tortura e detenções entre 1964 e 1973.
"O senador João Capiberibe é um parceiro da Comissão da Verdade do Rio e esteve conosco na visita ao DOI-Codi, em setembro do ano passado. A abertura dos arquivos da repressão é de extrema importância para o trabalho das comissões da verdade, mas as Forças Armadas, infelizmente, não demonstraram a intenção de abrir seus acervos. Quem sabe a diretoria atual da CSN, empresa que não é mais estatal, terá um espírito mais democrático", comentou o presidente da CEV-Rio, Wadih Damous.
Já há fortes indícios de que a empresa teria atuado como um braço auxiliar da repressão. No dia do golpe, por exemplo, os militares substituíram os civis na proteção à usina siderúrgica e 92 funcionários foram demitidos. Outro indício dessa relação estreita, entre o comando da CSN e os militares, foi revelado em uma carta, enviada por um dos diretores da siderúrgica, ao alto comando do Exército pedindo que os oficiais de alta patente se mudassem para Volta Redonda para conhecer mais profundamente os hábitos da população. A correspondência traz, ainda, a revelação de que a diretoria da CSN teria oferecido casas a esses militares em Santa Cecília, bairro destinado a engenheiros e técnicos da CSN, como atrativo para a transferência
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