Para ser feliz, os brasileiros precisariam ter um
rendimento anual de aproximadamente R$ 300 mil. A pesquisa "Monitor do
Sentimento de Riqueza", divulgada nesta semana pela consultoria de
investimentos Skandia International fez a pergunta "quanto você
precisaria ganhar no ano para ser feliz?" para mais de 5 mil pessoas em
13 países, incluindo o Brasil, e a média mundial foi de R$ 340 mil.Considerando
a média mundial, isso significa que a renda média mensal de cada pessoa
deveria ser cerca de 15 vezes mais do que os US$ 10.700 (R$ 22.577
segundo cotação do Banco Central da última quarta-feira - dia 4) atuais,
segundo informações do FMI (Fundo Monetário Internacional). Já a renda
per capita brasileira, de acordo com a mesma instituição, ficou em R$
26.984, referente a 2011.
O estudo, realizado em agosto, analisou aspectos da segurança
financeira da população, além das alterações no sentimento de riqueza ao
longo dos últimos 12 meses. Também foram estudados fatores que
influenciam as transformações e como isso pode afetar o comportamento
dos indivíduos em diferentes partes do mundo.
A pesquisa também apurou qual porcentagem dos entrevistados se
consideraram ricos. No Brasil, esse número foi de 25,2% - o maior das 13
nações pesquisadas. Logo atrás estão a Áustria (24,2%) e Dubai (22,9%).
Dinheiro traz felicidade?Para a maioria das
pessoas (80%) – sim. No Brasil, quase todos responderam afirmativamente –
93%. A pesquisa mostra que na Europa, contudo, o cenário é diferente,
pois em países como Alemanha, esse percentual é de 68%.
Conforme relatou o estudo, “globalmente, o nível médio de riqueza que
as pessoas dizem ser necessário para serem chamadas de “ricas” seria de
US$ 1,8 milhão anuais”. Em reais, esse valor é de R$ 3,79 milhões
aproximadamente.
Já os brasileiros afirmaram que para ser considerada rica, uma pessoa
precisa ter rendimento anual de, no mínimo, R$ 3,4 milhões.
Na crise se cresceO Brasil também ganhou
destaque por ser o país em que as pessoas mais responderam ter
enriquecido após 2008 – ano de explosão da crise econômica mundial,
registrando 78% dos brasileiros.
Em níveis globais, “apesar da turbulência financeira vigente”, relata
a pesquisa, mais de metade (53%) dos indivíduos sentem que se tornaram
financeiramente mais ricos desde a crise.
Dentre os fatores que mais contribuíram para o aumento da segurança
financeira dos brasileiros, o item “bons investimentos” foi considerado
primordial para 75% dos entrevistados do Brasil. O menos relevante foi
“políticas governamentais” - como prioridade para apenas 3% dos
brasileiros.
No mundo, o quesito “melhorias na situação de trabalho” foi a
principal resposta da maior parte dos entrevistados (63%), ao passo que
“herança” e “políticas governamentais” foram priorizadas por 12% das
pessoas em cada um destes dois itens.
Dívidas no Brasil e no mundoO nível médio da
dívida internacional de cada entrevistado, excluindo hipotecas, é de US$
11.788. No Brasil, o valor médio de dívidas foi menor: US$ 11.109. Os
alemães são os menos endividados (US$ 5.807) e os moradores de Dubai, os
campeões em dívidas (US$ 19.001).
O levantamento apurou também que 54,3% dos que participaram do estudo considerariam viver em um país diferente.
O levantamento apurou também que 54,3% dos que participaram do estudo considerariam viver em um país diferente.
O estudo pode ser conferido na íntegra clicando aqui.
