A evolução dos índices que se propõem a mensurar qualidade da
educação feita no Brasil engatinha na etapa que antecede a entrada no
mundo do trabalho e na universidade. As médias do ensino médio, fase
final da educação básica, em todos os Estados mostram que não há motivos
para comemorar e, sim, para preocupação. Gestores admitem que o País
não se preocupa com a aprendizagem dos jovens brasileiros.
Ideb 2011: Consulte as notas das escolas públicas brasileiras no ensino fundamental
Ideb 2011: Consulte as notas das escolas públicas brasileiras no ensino fundamental
“O Brasil está demorando a acordar para o problema do
ensino médio. Nenhum Estado tem motivo para comemoração. Os índices são
ruins em termos de Brasil”, afirma o secretário da rede estadual de
educação do Rio Grande do Sul
, José Clovis de Azevedo. O Estado é um dos 11 que não alcançaram as
metas de qualidade estabelecidas pelo Ministério da Educação para 2011.
Para ele, é preciso aumentar investimentos e fazer mudanças profundas
nos currículos.
Na opinião de Azevedo, a quantidade de disciplinas
obrigatórias no ensino médio dificulta, mas não impede um trabalho de
qualidade. O maior problema nessa fase, para ele, é dar sentido ao que
se ensina em sala de aula. “Não é suprimir conhecimento que vai resolver
(disse em referência à defesa de Mercadante) e sim as disciplinas se
articularem. O conhecimento precisa ser articulado e o currículo precisa
ter sentido para os estudantes”, pondera.
A Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul, assim como a
de Alagoas, por exemplo, já havia feitos diagnósticos próprios da
qualidade do ensino médio e não se surpreendeu com os resultados
obtidos. No Rio Grande do Sul, assim como em outros oito Estados (Acre,
Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Paraná), as
notas obtidas em 2011 ainda foram menores do que as de dois anos atrás.
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb), criado em 2005 e divulgado a cada dois anos, mostram que o
País estagnou no ensino médio. Com as médias mais baixas da educação
básica, o ensino médio cresceu apenas 0,3 ponto nacionalmente desde
2005, ficando em cima da meta proposta. Apenas três Estados têm médias
superiores a 4: São Paulo, Santa Catarina e Paraná (que perdeu 0,2 ponto
nos últimos dois anos, mas cumpriu sua meta).
O Rio Grande do Sul precisava subir apenas 0,1 ponto para
chegar ao objetivo traçado pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para este ano. Em 2009, o
ensino médio tinha média 3,9 no Estado. Agora, caiu para 3,7. Para
chegar ao índice esperado em 2013, terá de crescer 0,6 ponto. Uma tarefa
bastante difícil diante do desafio. Alagoas, que precisava subir 0,2
ponto para cumprir o combinado, perdeu essa mesma quantidade e possui a
baixa nota de 2,9. O Ideb varia de 0 a 10.
Investimento em ensino técnico
Ademir Oliveira, assessor especializado em avaliação da
Secretaria Estadual de Alagoas, admite que o desempenho ruim era
esperado e, pior, não vê perspectiva de melhora em um curto prazo. “Em
educação, não há respostas imediatas. A próxima avaliação será feita no
ano que vem. Em um ano não dá para garantir mudanças. Mas queremos, pelo
menos, minimizar o desastre”, afirma. O Estado aplicou uma avaliação
própria no ano passado e, em janeiro, iniciou ações.
Segundo Oliveira, cada escola recebeu um relatório dessa
avaliação, com ponderações sobre falhas e dificuldades. A rede está
montando convênios com a Universidade Estadual de Alagoas para ajudar
nos projetos de correção de fluxo das escolas. O índice de reprovação no
Estado (nesta etapa) chega a 25%. Além disso, eles apostam no ensino
técnico aliado ao ensino médio para aumentar o interesse dos jovens pela
escola.
Aposta também feita pelo Rio Grande do Sul, que criou o
ensino médio politécnico e oferece educação profissional integrada à
educação regular. A proposta é fruto de debates realizados no ano
passado com as escolas. A reestruturação dos currículos começou este ano
com o 1º ano do ensino médio e terminará com o 3º em 2014. “Criamos
espaço de pesquisas para os alunos também, onde eles têm acesso ao mundo
do trabalho, da cultura, das comunicações”, conta Azevedo. Ao final do
ano, serão 200 horas letivas a mais nos currículos.
Professores
A carência de profissionais, a falta de formação adequada
e a necessidade de melhoria das carreiras aparecem entre os problemas a
serem enfrentados pelos gestores para mudar essa realidade. Alagoas
quer contratar 4 mil profissionais para a rede estadual de ensino, que é
a carência atual. No Rio Grande do Sul, concursos serão feitos e a
ideia é melhorar a carreira e investir na formação continuada.
“Precisamos investir muito mais em educação se quisermos
superar esses gargalos. Além disso, é preciso superar a naturalização da
reprovação. Não podemos tolerar índices de 10%, 20% de reprovação. O
fracasso tem de ser um resíduo. Isso não significa aprovar sem aprender,
precisamos nos responsabilizar, como sociedade, pela aprendizagem
desses estudantes”, pondera.
Estudos e futuras ações
No Acre, cuja média caiu 0,1 ponto (e estava estacionada
em 3,5 desde 2007), os gestores ainda buscam explicações para os
resultados. “Estamos fazendo uma profunda reflexão sobre as nossas
políticas, porque é inadmissível nossa média cair depois de todo o
esforço feito por diretores e professores e os investimentos nessa
etapa”, comenta Josenir Calixto, diretor de ensino da Secretaria
Estadual de Educação.
Calixto ressalta que o Estado ainda enfrenta o desafio de
dar acesso ao ensino médio a todas as crianças, por causa das
distâncias. As matrículas vêm crescendo na rede. “Os currículos são
mesmo um problema, porque a quantidade de matérias complica a
organização do trabalho dentro da escola. Precisamos oferecer algo que
dialogue com o mundo desse jovem”, diz. Eles se preparam para organizar
planos de ações com as escolas.
A reestruturação dos currículos também será feita em
Sergipe, onde a média está estagnada em 3,2 desde 2009 e longe da meta
de 3,6 para este ano. A rede estadual aposta também nos aprimoramentos
dos processos de gestão escolar para mudar o cenário do ensino médio
local.
Conheça os governadores reprovados no Ideb
Teotônio
Vilela Filho (PSDB): a rede do Alagoas teve o pior desempenho no Ideb
do País nas três etapas e não alcançou nenhuma das metas estabelecidas. http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-08-16/secretarios-admitem-falta-de-preocupacao-com-aprendizado-do-jovem.html
Agora falo com convicção, o senhor secretário de educação do RJ, Wilson Risolia quando nós, jovens em vários momentos tentamos pautar estas coisas não nos recebeu como deveria.Por isso em vários momentos a educação no RJ passa por um caos e um sinônimo desta má gestão.Este de fato é um do piores secretários de educação.Quando estive junto a outros camaradas para discutir um plano, uma melhoria na educação do RJ com este cidadão o mesmo não nso recebeu,isso a muito tempo já.Por isso ocorre vários problemas nas escolas do estado, greve anuais de professores da rede, além de uma falência geral nas Faetec's. Aguenta, enquanto a juventude do estado do RJ, por exemplo, não ter o espaço que merece na hora de discutir estas coisas e apenas um secretário deste com uma equipe desta continuar, o RJ vai ficando desta forma em vários indices de avaliação.
Se prepare em breve vamos ter dados de como anda a UERJ e o seu orçamento.Vamos que vamos..Uma bosta só..