Hoje quero falar de um assunto muito sério, infelizmente que vem tomando conta de Barra Mansa, uma cidade onde os jovens vivem um desgaste social, não obtém de políticas públicas municipais de inserção do jovem nem práticas de educação, cultura, esporte entre outras. Isso no decorrer dos anos, onde não visto pelo o poder público deixa a juventude solta para práticas criminosas, infelizmente. Ser jovem é passar por diferentes momentos etapas em nossas vidas, é construir diferentes pensamentos sofrendo várias influências do próprio meio de convívio e social.

Antes de entrar no assunto por um todo veja estas definições abaixo.


Pichação: é o ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas ou monumentos entre outros, usando tinta em spray aerossol.

Grafite: No Brasil, existe uma diferença entre o grafite e a pichação. Ambas tendem a alimentar discussões acerca dos limites da arte. O grafite, em princípio, é bem mais elaborado e de maior interesse estético, sendo socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e mesmo estimulado pelo Poder Público. Já a pichação é considerada essencialmente transgressiva, predatória, visualmente agressiva.

Quero ainda fazer o destaque de uma das leis de punição aos pichadores;
Entenda Aqui 

“Art. 65.  Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
§ 1o  Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa. 
§ 2o  Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.” (NR) .



Veja uma galeria de fotos de Barra Mansa suja; Em slide com 32 fotos para fácil carregamento.


Para quem é da cidade sabe bem que esta (Joaquim Leite) é a principal avenida onde gera boa parte da economia do município que não tem indústrias, parque industrial nem algo do tipo e gera a economia em torno do comércio. Observe nas fotos que a rebeldia, a falta de um controle sobre os jovens da cidade os deixa livre para estas práticas ilegais. Como o município não dispõe de mecanismos específicos e de qualidade, projetos, vou aproveitar e citar um exemplo pertinente a este caso, oficinas de grafites, espaço específico de GRAFITE, que é diferente de pichação como descrito acima, os jovens expressam sua indignação infelizmente de forma perturbadora a sociedade atualmente.

Creio que em especial aos comerciantes e moradores da Cidade que tem seus bens de forma danificada.Além de trazer toda uma poluição visual e marcas de uma Barra Mansa difícil de se habitar.Não há de fato hoje propostas qualificadas em  execução por parte das secretarias em subordinação do atual prefeito que evite estas práticas.

Sem políticas adequadas a tendências é que estes jovens além de efetuar este crime TENDE a efetuar outros, além de obter uma “segurança” de falta do poder público a utilizar em algum momento drogas ou outras coisas ilegais. Quero deixar bem claro minha opinião, quem educa filho é pai e mãe, eles são os referenciais, mas o estado neste caso tem o dever de ofertar e contribuir de forma que evite esta e outras atitudes inadequadas dos jovens que agem desta forma, uma forma violenta e agressiva.

Sou um grande defensor da juventude barramansense, mas não acoberto atos como estes, assim como não acho justo os mesmo serem punidos no rigor da lei sem ter a chance de conhecer outro lado, que é ter a chance participar de programas de resgate e prevenção.

Faço aqui algumas sugestões aos candidatos a prefeitura de Barra Mansa e claro ao poder legislativo que possa contribuir elaborando leis específicas ao jovem e fiscalizando o poder executivo no cumprimento das mesmas. Vou citar sugestões específicas para este caso.




1.     Cadastro Municipal dos Grafiteiros
2.     Exposição de Grafite feita por jovens da própria cidade;
3.     Um espaço com oficinas e técnicas de grafite;
4.     Contratação dos destaques das oficinas para fazer arte em murais, muros, portões entre outros espaço com autorização do poder público.
5.     Concurso Arte é Cultura, largue as pichações de rua! Um concurso que venha destacar quem gosta desta arte e conscientizar a todos que grafite é arte e cultura, e deve ser valorizado mas as pichações de rua são instrumentos de detenção e multa.Uma rebeldia que vai lhe custar caro.
6.     Elaborar um documento sugestivo e informativo aos estabelecimentos comerciais que venda tinta spray para menores, que  é crime.
7.     Creio que deveria ser “linkado” Secretaria de Esporte, Cultura, Educação e outras na secretaria de juventude para juntas trabalhar neste processo.
8.     Uma sugestão caso algum jovem seja pego na pichação espaço público ou privado que os mesmos custeia a latinha de tinta proporcional ao estrago e que o mesmo tenha o direito de pintar novamente. Para rever o erro.
9.     Nas escolas municipais que seja trabalhado o seguinte com os alunos que os mesmo comece a  pesquisar e resgatar a história de seus bairros, como forma de entenderem seu direito àquele ambiente, como patrimônio de todos.Que compreenda melhor sua cidade.
10.Parceria com ONGS conceituadas voltadas neste tipo de projeto para ajudar a valorizar e profissionalizar o grafite que é  arte no município.
11. Assegurar uma oportunidade de trabalho aos jovens para contribuir no seu cotidiano e na sua vida pessoal dignificando-os.



Se você achou isso balela, não se esqueça do caso

28ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo

Uma jovem foi presa, no dia 26 de outubro de 2008, por usar tinta para pichar as paredes internas do 2° piso do prédio da pavilhão, onde acontecia a 28.ª edição da Bienal.
A jovem, de 23 anos, ficou presa por mais de 50 dias por ter participado de uma invasão ao prédio pelada, em 26 de outubro de 2008, com outras 40 pessoas que picharam o andar vazio da mostra – um espaço teoricamente aberto a intervenções artísticas livres. Como não tem renda, endereço fixo nem ocupação definida, Caroline Pivetta da Mota ficou na cadeia por quase dois meses.