De acordo com o COL, o
candidato deve informar, no momento da inscrição no site da Fifa, a sua
área de preferência, que pode ser ou não atendida. As vagas
serão divididas entre as que exigem requisitos específicos - como
atendimento à imprensa, departamento médico e serviços de idioma -, e as
que atendem todas as outras áreas e têm foco no atendimento ao público
em geral.
A escolha pelos voluntários terá muito à ver com a vontade de cada um em trabalhar na Copa. "O processo de seleção
passa por entrevista, dinâmica de grupos, onde medimos o entusiasmo e o
comprometimento de cada um com a Copa - esse é o principal requisito
avaliado", explica Hermida.
Os primeiros
treinamentos serão online e começam em dezembro deste ano. "Uma
obrigação que a Fifa cobra é uniformidade, todos as pessoas, em todos
os lugares devem ser atendidas da mesma forma", completa Hermida. Após a
capacitação pela internet, haverá um treinamento presencial, em que as
pessoas vão conhecer os locais de trabalho e terão novas instruções,
mais específicas.
Este cadastramento é
exclusivo para as ações comandadas pela Fifa e pelo Comitê Organizador
Local. Depois, haverá uma segunda seleção, feita pelas cidades-sede e
pelo Governo Federal.
"O que nós acertamos
com a Fifa e o COL é um programa único de voluntariado, mas com duas
dimensões: uma coordenada pela Fifa para áreas oficiais das competições
e um segundo pilar, integrado com o primeiro, que será estruturado
pelo Governo Federal, que é de um amplo programa de mobilização visando
atender aeroportos, áreas de fluxo, pontos turísticos nas cidades-sede
e fan fests", destacou o secretário-executivo do Ministério do
Esporte, Luis Fernandes, acrescentando que a esfera governamental do
voluntariado pode chegar a 100 mil vagas e que o processo de inscrição
será iniciado em um mês.