Se os aliados da presidente Dilma Rousseff ajudarem, este ano será menos focado em substituição de ministros suspeitos de corrupção e mais nas eleições municipais de outubro – um termômetro para a popularidade da atual gestão e um preparatório para 2014. A joia da coroa é a prefeitura de São Paulo, onde a cadeira do neoaliado Gilberto Kassab (PSD) pode ficar com um petista, um tucano, um peemedebista ou um preferido do atual titular.
Também por conta das eleições municipais, a presidente pode promover neste início do ano uma reforma ministerial. A única saída já confirmada é a do titular da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT à sucessão de Kassab. Uma redistribuição de ministérios para acomodar aliados conforme seu tamanho no Congresso e nos governos estaduais é cogitada. Fusões de pastas foram descartadas, e ainda pode surgir a da Micro e Pequena Empresa.
Na comparação com os antecessores Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, Dilma teve melhor avaliação na pesquisa Ibope ao fim de seu primeiro ano no Palácio do Planalto. Para reverter a maré oposicionistas, a oposição confia na retomada da Prefeitura de São Paulo com o secretário do Meio Ambiente do governo paulista, Bruno Covas. Enfraquecido pela criação do PSD, o Democratas tentará retomar Salvador com o deputado ACM Neto (BA).
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