Com o lema "A grande transformação: desenvolver novos modelos", a 42ª edição do Fórum pretende definir como será o futuro. "O capitalismo, sob a forma atual, já tem seu lugar no mundo que nos rodeia", admitiu o fundador deste fórum em 1971, o professor de economia Klaus Schwab, de 73 anos.
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Para ele, é preciso a colaboração dos países emergentes, recorda o Global Issues Group (GIG), um 'think tank' do próprio WEF, integrado pelos representantes das instituições multilaterais e regionais, dedicado a repensar os assuntos globais.
A este grupo de países emergentes, cujos principais expoentes são Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul - reunidos pelo acrônimo BRICS -, pede-se que concluam sua transformação em marcha e invistam em infraestrutura e em empresas sustentáveis.
Para isso, é preciso um sistema comercial aberto, finanças internacionais mais resistentes, contas públicas sustentáveis, reformas estruturais e a redução das desigualdades, afirmam analistas. Nesse sentido, espera-se que o G20, que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes do planeta, possa apresentar em sua próxima reunião de junho no México um ambicioso plano de ação para a realização das reformas necessárias.
Contudo, além da desaceleração da economia mundial provocada em boa parte pela crise da dívida na zona do euro, o planeta tem outros desafios de peso, como a segurança cibernética e o aumento da demografia, alerta o WEF, em seu relatório 2012.
Durante os cinco dias do evento, participarão vários chefes de Estado e de governo, entre eles, o mexicano Felipe Calderón, o peruano Ollanta Humala e o panamenho Ricardo Martinelli. Estarão presentes também o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente israelense Shimon Peres, e o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner.
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, pronunciará na quarta-feira o discurso inaugural do encontro. As instituições internacionais também estarão bem representadas: a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, o diretor da Organização Mundial de Comércio (OMC) Pascal Lamy e o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Mais de 2.600 empresários, políticos, responsáveis por ONGs, cientistas políticos e centenas de jornalistas do mundo inteiro participam a cada ano do evento. Também devem estar presentes membros do movimento "Occupy WEF" (Ocupemos o Fórum Econômico Mundial), que devem organizar manifestações contra as políticas econômicas, as desigualdades crescentes e a destruição do planeta.
http://economia.ig.com.br/davos-busca-novos-modelos-para-reformar-o-capitalismo/n1597591669829.html