O projeto Semear Ciência - uma parceria entre a Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda) e a UFF (Universidade Federal Fluminense) desenvolvido no Colégio João XXIII com alunos do Ensino Médio - promoveu na tarde de hoje (29) uma atividade prática com alunos entre dez e 13 anos do 4º e 5º anos da Escola Municipal Nilton Penna Botelho, no bairro Roma II.
De acordo com o diretor vespertino da escola, Dion da Silva Lucas, a atividade teve como objetivo oferecer aos alunos um aprendizado prático. A atividade também promoveu um momento para os alunos da Fevre - que fazem parte do projeto Semear Ciência - aplicarem seus conhecimentos. Além de diretor da Nilton Penna Botelho, Dion é também professor de biologia no Colégio João XXII e professor orientador do projeto.
- Os alunos que participam desse projeto estudam uma maneira diferente para tornar a ciência mais acessível para os outros estudantes. Eles têm o objetivo de montar palestras, feiras de ciências e pequenos experimentos, tudo sob orientação do professor. A proposta de hoje aconteceu porque um dia, quando vinha pra cá, vi uns meninos nadando numa água parada [um pequeno lago]. Uma dessas crianças passou mal dias depois, então observei que poderíamos aplicar o projeto aqui na escola - contou Dion.
Os quatro integrantes da iniciativa apresentaram uma palestra sobre verminoses e bactérias com uso de slides. Após a apresentação, os alunos tiveram a oportunidade de observar microorganismos em microscópios. A atividade alcançou três turmas com cerca de 25 alunos em cada uma.
Thalita Ferreira Pereira, de 15 anos, faz parte do grupo de alunos integrantes do projeto Semear Ciência. Ela está no 1º ano do Ensino Médio e, segundo ela, o projeto oferece a oportunidade aos integrantes de praticarem o que aprendem, além de terem mais proximidade com os professores e propagarem o que aprendem a outros alunos.
- Acho esse momento muito importante, porque as crianças gostam mesmo de brincar em diversos locais, mas elas acabam não tendo muito acesso a essas informações. Hoje, por exemplo, trouxemos slides com imagens e microscópios - comentou Thalita.
João Paulo, de 13 anos, e Ronaldo, de 11 anos, participaram da atividade acompanhando integrantes do projeto até o local do lago, para pegar a água que foi usada na demonstração para os demais alunos. Eles contaram que chegaram a nadar no local - mas que, após terem aprendido que colocam em risco a própria saúde, deixaram de nadar e passaram a alertar outros amigos.
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