CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Bienal da UNE 2011

Publicado em: janeiro 27, 2011 | Por Johnes Hebert

Uma série de debates está dando continuidade ao maior festival estudantil da América Latina esta semana com os mais diversos temas do interesse juvenil. No calor de 40° que fazia o Rio de Janeiro nesta quarta-feira, a tenda da Areia na Praia surpreendeu ao unir, em plena tarde, vários estudantes interessados em discutir produção Independente e novas formas de distribuição da música no Brasil.

A comercialização e o crescimento do mercado da música independente deram o tom das discussões com os convidados Talles Lopes, presidente da Abrafin e da rede Fora do Eixo; Valério Benfica, presidente do CPC da UMES; Fabiana Menini, presidente do instituto Trocando Ideias; e Rômulo Costa, secretário de Cultura do Rio de Janeiro e dono da Furacão 2000. Em meio a opiniões divergentes e diferentes propostas para o andamento da produção fonográfica, ficou o consenso geral de que, nos últimos anos, essa indústria tem passado por distintas transformações.

Destacam-se, entre elas, o vertiginoso crescimento do comércio informal e o surgimento de novos hábitos de produção e de consumo de música, promovidos pelas novas tecnologias da comunicação. Este cenário provocou mudanças nas características do mercado nacional, como a diminuição do mercado formal e déficits das grandes gravadoras.

E embora seja o produto brasileiro de maior penetração internacional, o único com acesso às redes globais de distribuição e à grande mídia global, “a música popular brasileira ainda padece da ausência de uma política de desenvolvimento adequada”, segundo Valério Benfica. Para ele, não é papel do Estado selecionar o que é ou não é música a ser apoiada, mas definir o marco de um ambiente favorável, que permita o florescimento de uma indústria musical competitiva e democrática.

Para Talles, as relações de mercado no que diz respeito à produção independente se tornaram ainda mais favoráveis às pequenas iniciativas do setor da música, já que os novos desafios da indústria fonográfica em função da facilidade de acesso à qualquer informação criou solo ainda mais fértil para os pequenos empreendimentos, especialmente àqueles com características mais cooperativas. “A grande mudança que vem acontecendo nessa construção é justamente a colocação de um novo paradigma: a indústria fonográfica não é um monstro, ela é falida. Se formos pegar a lista dos dez melhores discos do ano, não existe nenhum disco lançado por gravadora. Todas são produções independentes. Se a gente não trabalhasse com a produção de uma rede, de uma união de pequenos empreendedores, não conseguiria uma plataforma. É preciso se unir para fortalecer o processo”, afirmou.

Rômulo Costa e Fabiana Menini eram experiências vivas em meio a discussão e contribuíram analisando os caminhos e acertos de cada um. O dono da Furacão 2000, uma equipe de som carioca que produz coletâneas e shows de Funk, e a principal responsável pela divulgação e popularização do gênero pelo país, comentou a alternativa em vender discos em bancas de jornais por apenas R$9,00. “Hoje em dia ninguém compra CD. Tivemos uma experiência de dez anos com a Som Livre e percebemos que ser independente no Brasil é compensado pelo custo/benefício. A dificuldade do independente é ser aceito nas grandes magazines. Mas pra que também vender nos grandes pontos de comércio? Vamos baratear, assim desperta nas pessoas a vontade de ter o CD”, analisou Rômulo Costa.

Fabiana Menini explicou a proposta do Instituto Trocando Ideias. O grupo promove diferentes formas de saberes e integrações e fortalece encontros de diversos atores da cultura e movimento Hip Hop e de todas as juventudes, formando uma rede de contribuição extremamente sólida e produtiva com frutos reconhecidos no meio social e no meio cultural. “Promover, divulgar e encaminhar os artistas para a distribuidora. Esse é o objetivo do instituto. É importante dar apoio aos jovens artistas, através de oficinas, aulas, etc. para divulgarmos os trabalhos destes talentos”, explicou.

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