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Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Receita amarela digital facilita adesão e continuidade de tratamento de TDAH

Publicado em: outubro 02, 2026 | Por Johnes Hebert

 

Digitalização das receitas reduz burocracia e facilita acompanhamento médico de pacientes

 

Outubro de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou, em 30 de setembro, uma nova etapa do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), que passou a permitir a emissão eletrônica de diferentes tipos de receitas1. Até então, medicamentos sujeitos a controle especial, como entorpecentes e alguns psicotrópicos (por exemplo, estimulantes do sistema nervoso central), exigiam receitas físicas específicas, como as receitas amarelas, o que obrigava o paciente a apresentar o documento em papel na farmácia2.

 

Com a nova regulamentação, médicos podem emitir as prescrições online, observados os requisitos de assinatura eletrônica aplicáveis1. Segundo o psiquiatra Rogério Onofre, médico consultor da Libbs e supervisor do Ambulatório Longitudinal da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a medida auxilia na adesão e continuidade do tratamento de transtornos mentais, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), cujos medicamentos são prescritos por receita amarela.

 

“A possibilidade de emissão digital dessas receitas reduz etapas burocráticas e pode facilitar a continuidade do tratamento para muitas pessoas”, afirmou. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 5% e 8% da população mundial tem TDAH. Esses pacientes precisam de acompanhamento médico regular e, em alguns casos, uso contínuo de medicação3.

 

Por isso, o psiquiatra acredita que a digitalização das receitas amarelas traz benefícios importantes para pessoas com o transtorno. “Como o TDAH está associado a dificuldades de organização, situações como perda da receita, esquecimento do documento ou necessidade de retornar ao consultório apenas para retirar uma nova prescrição eram desafios frequentes”, disse.

 

Além disso, a digitalização da receita amarela representa um avanço importante para pacientes que passam por consultas de telemedicina ou acompanhamento remoto. Apesar da mudança, permanecem válidas as exigências de controle e de rastreabilidade já previstas em lei, incluindo o registro da dispensação do medicamento pelas farmácias2. As receitas físicas também seguem valendo e cabe ao médico decidir qual o melhor formato para cada paciente1.

 

Referências

 

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Início de nova etapa do SNCR: o que muda a partir de 30 de setembro. Brasília: Anvisa; 2026. [Acesso em 1º outubro 2026]. Disponível em: Link

 

2. Conselho Federal de Medicina (CFM). Notificações de Receitas (amarela, azul e outras) poderão ser emitidas eletronicamente a partir desta quarta-feira (30). Brasília: CFM; 2026. [Acesso em 1º outubro 2026]. Disponível em: Link

 

3. Ministério da Saúde. Entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de

Déficit de Atenção com Hiperatividade [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde (BR); 2022 [Acesso em 17 abril 2026]. Disponível em: Link 

 

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.

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