A diversidade também está representada por materiais provenientes da Bacia de Itaboraí, no Rio de Janeiro, além de fósseis de dinossauros, ovos fósseis e exemplares de mamíferos, como o mastodonte de Araxá. Entre os materiais preservados estão uma vértebra atribuída a um dos maiores dinossauros registrados no Brasil e exemplares relacionados ao maior dinossauro carnívoro conhecido no país.
O acervo é público e de acesso gratuito para pesquisadores. A consulta às coleções ocorre exclusivamente mediante agendamento prévio, seguindo os procedimentos de consulta e as condições de conservação dos exemplares. Em média, são registradas cerca de 400 visitas por ano de pesquisadores e estudantes interessados em estudar as coleções. Os materiais são utilizados em pesquisas acadêmicas e em projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ensino e pesquisa e agências de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), por exemplo. A coleção também mantém materiais de organismos atuais, utilizados como referência para estudos comparativos. Os materiais incorporados às coleções têm diferentes origens, incluindo atividades de pesquisa e coleta científica e encaminhamentos realizados por órgãos públicos.
A preservação das coleções passou por uma etapa de reestruturação dos espaços entre 2023 e 2026. As intervenções incluíram obras estruturais, adequação das áreas de armazenamento, melhorias no controle ambiental e substituição de suportes orgânicos utilizados no acondicionamento dos exemplares. Na ocasião, foi criado ainda um laboratório de conservação, com espaço destinado ao recebimento de pesquisadores e equipamentos para imageamento e documentação dos materiais. A organização, conservação e documentação das coleções permitem que exemplares coletados ao longo de décadas permaneçam disponíveis para investigação científica. Pela diversidade e representatividade dos materiais, o acervo de Paleontologia do MCTer reúne registros que ajudam a estudar a história da vida e a evolução geológica do território brasileiro. SERVIÇO |