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CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Cachaça artesanal vive novo ciclo de valorização e transforma a experiência de consumo nos bares cariocas

Publicado em: agosto 04, 2026 | Por Johnes Hebert

 


Com produção em alta e mais de 7,2 mil rótulos registrados, bebida ganha espaço nas cartas de bares especializados, impulsiona a cultura da degustação e conquista novos apreciadores.
 

Crédito: Divulgação Armazém Cardosão


A cachaça deixou de ocupar apenas o copo da caipirinha para assumir o papel de protagonista nas cartas de bares e restaurantes. O destilado mais brasileiro vive um dos períodos de maior valorização de sua história, impulsionado pelo crescimento da produção artesanal, pela diversidade de rótulos e pelo interesse crescente dos consumidores em experiências de degustação.
 

Os números ajudam a explicar esse movimento. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil conta hoje com 1.266 estabelecimentos produtores registrados, crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Já o número de cachaças registradas alcançou 7.223 rótulos, alta de 20,4%, enquanto a produção nacional ultrapassou 292,5 milhões de litros em 2024, um crescimento de quase 30% sobre o ano anterior.
 

O avanço acompanha uma mudança de comportamento do consumidor, que passa a valorizar a procedência da bebida, o tipo de madeira utilizado no envelhecimento, os métodos de produção e as características sensoriais de cada rótulo. Um movimento semelhante ao que ocorreu com os vinhos, cafés especiais e cervejas artesanais.
 

O tradicional Armazém Cardosão, em Laranjeiras. Crédito: Divulgação


No Rio de Janeiro, esse cenário também se reflete em bares que transformaram a cachaça em protagonista da experiência gastronômica. É o caso do Armazém Cardosão, em Laranjeiras. Fundado em 1954 e reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), o endereço atravessa gerações preservando a atmosfera dos antigos armazéns brasileiros.
 

Além da tradicional gastronomia de boteco, a casa vem chamando atenção pela curadoria dedicada à bebida mais brasileira de todas. Sua carta reúne 34 rótulos artesanais de diferentes regiões do país, com opção também de degustação, convidando clientes a fazer uma verdadeira viagem pelos sabores do Brasil. Entre cachaças brancas, armazenadas e envelhecidas em diferentes tipos de madeira, a seleção contempla pequenos produtores e exemplares que expressam a diversidade dos terroirs brasileiros.
 

Armazém Cardosão conta com ampla carta de cachaças, além de opções de menu degustação. Crédito: Divulgação


"A cachaça vive um momento parecido com o que aconteceu com o vinho e a cerveja artesanal. As pessoas querem conhecer a história por trás do rótulo, entender o processo de produção, experimentar diferentes aromas e descobrir novos sabores. Hoje, a degustação faz parte da experiência gastronômica", afirma Rodrigo Montenegro, sócio do Armazém Cardosão.
 

Um roteiro para conhecer a cultura da cachaça no Rio

A valorização da bebida também impulsiona casas que dedicam parte importante de seus cardápios à cachaça e ajudam a fortalecer essa cultura na cidade. Entre os destaques estão:
 

Armazém Cardosão (Laranjeiras) – rótulos artesanais de diferentes regiões do Brasil, com foco na valorização da produção nacional e experiência de degustação. A casa oferece também diferentes tipos de menu degustação: por tipo de madeira de armazenamento, por região do país ou das mais preciosas.

Academia da Cachaça (Leblon e Barra da Tijuca) – referência histórica quando o assunto é harmonização e valorização da bebida brasileira.

Bar da Frente (Praça da Bandeira) – combina coquetelaria autoral com uma seleção de cachaças nacionais.

Mangue Seco (Ipanema) – conhecido pela culinária nordestina e pela carta que reúne diversos produtores brasileiros.
 

Patrimônio da cultura brasileira
 

Apesar do crescimento do mercado interno, especialistas acreditam que o potencial da cachaça ainda está longe de ser totalmente explorado. A bebida já é exportada para dezenas de países e vem acumulando reconhecimento em concursos internacionais, consolidando sua posição entre os grandes destilados do mundo. Ainda segundo o Anuário da Cachaça, o setor gera mais de 6,3 mil empregos diretos no Brasil e segue ampliando sua relevância econômica e cultural.
 

Nesse contexto, bares tradicionais assumem um papel importante na preservação e difusão dessa cultura. No Armazém Cardosão, a proposta vai além de servir uma dose: é apresentar ao público a riqueza da produção artesanal brasileira e mostrar que cada garrafa carrega a história de uma região, de um produtor e de uma tradição que atravessa gerações.

 








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