“Cada glúteo tem um desenho, uma estrutura e uma necessidade diferentes, e a harmonização precisa partir disso”, afirma Danuza Alves
Cada vez que uma celebridade aparece nas redes sociais mostrando uma nova harmonização glútea, a discussão se repete: existe um limite para o tamanho do bumbum? Entre primeiras aplicações, novos procedimentos e a busca por mais projeção, a dúvida deixa de ser apenas estética. Afinal, até onde é possível aumentar os glúteos sem perder proporção e harmonia com o restante do corpo?
De acordo com a médica Danuza Alves, referência em harmonização glútea da Clínica Leger, o procedimento não se resume a aumentar o tamanho do bumbum. A harmonização reúne técnicas que podem atuar em pontos específicos da região para melhorar contorno, projeção, sustentação e corrigir assimetrias, sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. “Quando falamos em harmonização glútea, não estamos falando simplesmente em colocar volume. Primeiro é preciso entender o formato daquele glúteo e o que realmente precisa ser trabalhado”, explica.
Depois de uma primeira harmonização glútea, é comum que a paciente goste do resultado e passe a considerar uma nova intervenção na expectativa de melhorá-lo ainda mais. O problema é quando a ideia de “melhorar” passa a ser confundida com simplesmente acrescentar mais volume. É justamente nesse ponto que a avaliação médica se torna fundamental para entender se ainda existe algo a ser corrigido ou se o resultado já atingiu um equilíbrio.
Segundo a médica, esse limite é definido a partir de fatores como estrutura corporal, formato original dos glúteos, grau de projeção, assimetrias, qualidade da pele e proporção entre cintura, quadril e bumbum. “Não existe um número que sirva para todo mundo. Eu observo o que aquele corpo comporta, onde existe necessidade real de intervenção e se acrescentar mais volume ainda melhora o desenho. Quando começa a pesar na proporção ou a descaracterizar a anatomia, esse é o sinal de que chegou ao limite”, conclui.
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