CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Os primeiros 100 dias: o que mudou com a chegada das farmácias aos supermercados

Publicado em: julho 05, 2026 | Por Johnes Hebert

 

*Por Patrícia Wawruch Amaral, Gerente de Categorias, Inovação e Marcas Corporativas da Viveo
 

Foto: Patrícia Wawruch Amaral


Sancionada em 23 de março deste ano, a Lei 15.357 marcou uma mudança importante no varejo brasileiro ao autorizar a instalação de farmácias e drogarias dentro dos supermercados. Passados os primeiros 100 dias da regulamentação, já começam a surgir os primeiros sinais práticos do impacto dessa medida, especialmente em um aspecto cada vez mais valorizado pelo consumidor: a conveniência.
 

Na prática, a possibilidade de reunir diferentes necessidades em um único local torna a experiência de compra mais simples e eficiente. Além das compras do dia a dia, o consumidor agora pode acessar produtos ligados à saúde, higiene e cuidados pessoais no mesmo ambiente. Apesar de a legislação exigir uma operação independente, com farmacêutico responsável e estruturas próprias para garantir armazenamento adequado e controle sanitário, o novo modelo tende a trazer mais praticidade e facilitar a rotina das famílias.
 

Para os supermercados, essa mudança também representa uma oportunidade importante de negócio ao incorporar categorias historicamente associadas a margens mais atrativas. Ao mesmo tempo, a implementação desse modelo exige investimentos, adaptação operacional e cumprimento de exigências regulatórias que tornam a construção dessa operação mais complexa.
 

Um dos principais debates que acompanham esse novo cenário está justamente no modelo de operação que será adotado pelas redes supermercadistas. Independentemente de optarem por operações próprias ou por parcerias com redes já estabelecidas, a construção de um mix de produtos adequado será determinante para a rentabilidade desse novo espaço.
 

Ao acompanhar o comportamento dessas categorias dentro do varejo, vemos que produtos ligados a cuidados diários e primeiros socorros já ocupam hoje uma posição extremamente estratégica dentro do ambiente supermercadista. Curativos, algodões, gazes, esparadrapos e itens de higiene pessoal fazem parte da rotina de compra de milhões de consumidores e tendem a ganhar ainda mais relevância dentro desse novo modelo.
 

Já observa-se também uma mudança importante na própria dinâmica de consumo. Parte do orçamento que antes era destinado a uma ida separada à farmácia tende a ser incorporado à compra realizada dentro do supermercado, concentrando gastos que antes aconteciam em jornadas distintas. Isso fortalece categorias ligadas à saúde e higiene, especialmente porque estamos falando de produtos de alta recorrência, já inseridos no dia a dia do consumidor.
 

Nesse contexto, a estratégia de exposição passa a ganhar ainda mais relevância. Existe uma oportunidade importante de trabalhar a complementaridade desses canais, mantendo determinados produtos tanto nas prateleiras tradicionais do supermercado quanto dentro do novo espaço farmacêutico. Essa lógica amplia a visibilidade das categorias, fortalece a experiência de compra e gera oportunidades adicionais de rentabilidade para o varejista.
 

Na Viveo, acompanhamos esse movimento com bastante atenção por já estarmos presentes de forma consolidada nesse mercado - por meio de marcas como Cremer, Topz e Piquitucho - que já fazem parte da rotina do consumidor dentro do ambiente supermercadista. Iniciativas como a Farmacinha Cremer reforçam justamente essa estratégia ao organizar categorias relacionadas a primeiros socorros e higiene dentro do varejo por meio de uma gestão mais estruturada e eficiente dessas categorias.
 

Essa regulamentação apenas acelera uma transformação que o setor já vinha observando há algum tempo. Existe uma integração cada vez maior entre saúde, conveniência e consumo dentro da rotina das pessoas, e o consumidor busca cada vez mais resolver diferentes necessidades no mesmo lugar.
 

Nos próximos meses, acredito que veremos o surgimento de novas dinâmicas competitivas dentro deste mercado. À medida que grandes redes supermercadistas passam a incorporar operações farmacêuticas dentro das lojas, cresce também a disputa pela preferência do consumidor em categorias historicamente concentradas no canal farma. Para a indústria, esse movimento abre espaço para novas estratégias de posicionamento, expansão de portfólio e fortalecimento de marcas já consolidadas, em um cenário em que conveniência e experiência de compra tendem a se tornar fatores cada vez mais determinantes.


Sobre a Viveo

A Viveo é uma das principais companhias do setor de saúde no país, e reúne empresas que atuam desde a fabricação de produtos e distribuição de materiais e medicamentos até a gestão de estoque e serviços para seus clientes e consumidores finais. A Viveo tem o propósito de cuidar de cada vida e a missão de simplificar o setor da saúde e democratizar o acesso por meio do suporte e manutenção em cada elo desta cadeia. Atualmente, a companhia é composta pelas empresas: Mafra, Tecnocold, Prevena, Insuma, Humania, Healthlog, Cremer, Piquitucho, Topz, Bellacotton, Salvelox e FeelClean.

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