Em meio ao avanço das discussões sobre transição energética, inteligência artificial e segurança energética, o Rio de Janeiro receberá, em agosto, um encontro com uma proposta pouco comum: jornalistas debatendo com jornalistas como a imprensa cobre o setor nuclear brasileiro.
Promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), o Nuclear Communication 2026 acontece no dia 18 de agosto, na Fecomércio RJ, reunindo profissionais de veículos como Valor Econômico, Estadão, O Globo, SBT, Superinteressante, Jornal do Comércio e Band, como debatedores dos painéis.
A programação inclui três painéis. O primeiro abordará a relação entre energia, geopolítica e soberania nacional. O segundo discutirá a cadeia produtiva nuclear e os desafios da formação de novas gerações de profissionais. Já o terceiro, considerado o principal diferencial do encontro, colocará em pauta como a imprensa brasileira trata temas ligados à energia nuclear, medicina nuclear, segurança e inovação tecnológica.
Participam do debate os jornalistas Robson Rodrigues (Valor Econômico), Vinícius Dônola (Band), Denise Luna (Estadão), Rafael Battaglia (O Globo/Superinteressante), Jefferson Klein (Jornal do Comércio) e Sidney Rezende.
Também estarão presentes nomes do setor como Alessandro Facure, diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN); Celso Cunha, presidente da ABDAN; o deputado federal Julio Lopes; o professor Aquilino Senra (UFRJ); Leonam Guimarães (Amazul); Leandro Xingó (ENBPar); Wagner Victer (Petrobras); Miguel Fernández (CREA-RJ) e Gabryele Moreira, presidente da Women in Nuclear Brasil.
Segundo Celso Cunha, presidente da ABDAN, a iniciativa busca aproximar a cobertura jornalística de um setor cada vez mais presente nas discussões globais sobre energia, clima e desenvolvimento tecnológico.
“O nuclear ainda costuma aparecer associado apenas a acidentes ou crises. O objetivo é ampliar esse debate e oferecer aos profissionais de imprensa acesso direto a especialistas, reguladores e lideranças do setor para discutir temas que já fazem parte da agenda mundial, como segurança energética, inteligência artificial, data centers, descarbonização e pequenos reatores modulares”, afirma.
O encontro é voltado para jornalistas, comunicadores, estudantes, autoridades públicas e profissionais interessados nos impactos da tecnologia nuclear na economia e na transição energética brasileira.
Programação neste link.