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Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Escritora espalha poemas pelas ruas de Paraty durante a FLIP e transforma a cidade em extensão de seu novo livro

Publicado em: julho 23, 2026 | Por Johnes Hebert


"Macramê", terceiro livro de poesia de Carina Alves, será lançado em eventos hoje e amanhã; cortejo poético vai seguir em grupo espalhando poemas pelas ruas do centro histórico nesta sexta-feira

 

Lançamento de livro da escritora Carina Alves terá cortejo poético pelas ruas de Paraty (crédito da foto: divulgação)


Rio de Janeiro, julho de 2026 - Quem caminhar pelas ruas históricas durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) poderá encontrar poesia onde menos espera. Os poemas da escritora, psicóloga e empreendedora social Carina Alves estarão nas árvores e nas janelas de estabelecimentos, pendurados em bandeiras poéticas que convidam o público a interromper o passo por alguns instantes para ler um verso.
 

A intervenção urbana integra o lançamento de "Macramê", novo livro de Carina Alves. Hoje, 23/07, às 19h, o lançamento será no ato poético “Macramê - Nós em Nós”, promovido pela Casa da Leitura e do Conhecimento no Centro de Informações Turísticas da Praça do Chafariz. O evento terá participação do poeta cordelista Manoel Cavalcante e de Zé da Sanfona, artista que vai musicar com a sanfona de 8 baixos as poesias que forem recitadas durante o ato.
 

Uma segunda sessão de lançamento, também com autógrafos de Carina Alves, está marcada para esta sexta-feira, 24 de julho, às 13h, na Casa Gueto, em evento da Escola de Escritoras criado para dar visibilidade a autoras da comunidade literária.
 

A ideia de espalhar por Paraty bandeiras poéticas nasceu depois de uma viagem de Carina Alves a Lisboa, onde conheceu o projeto Poesia Estendida, da Casa Fernando Pessoa, que ocupa espaços da cidade com poemas. Inspirada pela iniciativa, a autora decidiu transportar essa experiência para a FLIP, fazendo da própria cidade histórica uma extensão do livro.
 

"Macramê" reúne haicais e poemas breves que costuram memórias, afetos, paisagens, cidades e silêncios. O título faz referência à técnica artesanal de criar desenhos por meio de nós entre fios, uma imagem que atravessa toda a obra.

A inspiração também vem da história pessoal da autora. Filha de uma artesã que trabalha com crochê e macramê, Carina Alves cresceu observando a transformação paciente dos fios em tramas. Essa memória acabou se tornando a metáfora central do livro, traduzindo a ideia de que a vida também é construída encontro por encontro, relação por relação, nó por nó.
 

Os poemas percorrem diferentes cidades, estações e atmosferas. Entre frio e calor, samba e jazz, chuva e neve, amor e saudade, a autora propõe uma poesia que privilegia a contemplação e as pequenas experiências capazes de transformar quem as vive.
 

O livro ganha ainda um diálogo literário por meio do prefácio assinado pela escritora e poeta Márcia Kambeba, uma das principais vozes da literatura indígena contemporânea brasileira. Ambas adeptas do passarinhar, a observação de aves livres na natureza, as autoras se aproximam também na escrita por meio de temas como território, memória, natureza, afetos e pertencimento.
 

No texto de apresentação da obra, Márcia destaca que "a poesia de Carina Alves não se apoia na necessidade de explicar; sua força está justamente na construção de uma experiência sensível". Para a escritora indígena, o eixo central do livro está na metáfora dos "nós", entendidos como laços, encontros, permanências e também dores que sustentam as relações humanas.
 

Carina Alves trouxe de Portugal a ideia de espalhar bandeiras poéticas no centro histórico (crédito da foto: divulgação)

Este é o terceiro livro de poesia de Carina Alves. Em 2024, durante a FLIP, a autora lançou "brinco de Ser UMA", também na Casa Gueto. Agora retorna ao festival literário propondo que a poesia ultrapasse as páginas e ocupe o espaço público, encontrando leitores de forma inesperada.
 

Serviço

Lançamentos de "Macramê" – Carina Alves

Ato poético da Casa da Leitura e do Conhecimento com participação do poeta cordelista Manoel Cavalcante e do músico Zé da Sanfona:
 

Data: 23 de julho (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Centro de Informações Turísticas - Praça do Chafariz - Paraty
 

Casa Gueto:

Data: 24 de julho (sexta-feira)
Horário: 13h
Local: Rua Benedito Telmo Coupê, nº 277 (antiga Rua Fresca) - Centro Histórico de Paraty
 

Sobre Carina Alves

Carina Alves é psicóloga, escritora, poeta e ativista dos direitos humanos. Doutora em Educação, faz da palavra um ofício de escuta e do poema um lugar de permanência. Entrelaça ciência, natureza, inclusão e sensibilidade como quem tece um macramê. Fio por fio, nó por nó, revelando que a beleza nasce daquilo que se conecta. Criadora do Literatura Acessível, premiado pela UNESCO (Paris) e pelo Governo da China (2022), percorre o Brasil e o mundo levando a literatura como gesto de cuidado e transformação. “Macramê”, seu terceiro livro de poesias, sucede “brinco de ser UMA” e “ Quase é o Instante”, aprofundando uma trajetória em que cada obra amplia o diálogo entre palavra, existência e afeto. Nesta nova tessitura, seus poemas entrelaçam tempos, memórias e silêncios, convidando o leitor a descobrir que a vida também se constrói pelos fios invisíveis que unem o que somos, o que vivemos e o que ainda floresce em nós.

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