CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Agentic Commerce: quem decidir primeiro, vai crescer primeiro

Publicado em: julho 27, 2026 | Por Johnes Hebert

Ao assumir negociações, agentes de inteligência artificial fazem da velocidade a nova moeda dos negócios

 

A próxima empresa a crescer mais do que a concorrência talvez não tenha contratado mais vendedores, inaugurado novas unidades ou investido mais em publicidade. Ela apenas tomou a decisão certa alguns minutos antes.

 

Esse movimento ganha força com o avanço do Agentic Commerce, modelo em que agentes de inteligência artificial pesquisam fornecedores, comparam propostas, negociam condições e executam compras seguindo critérios definidos por pessoas e empresas. Mais do que automatizar processos, a tecnologia reduz o tempo entre identificar uma oportunidade e agir.

 

A McKinsey estima que o Agentic Commerce poderá movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões em transações globais até 2030, indicando que agentes inteligentes devem assumir um papel cada vez mais relevante nas relações comerciais.

 

Para Marcos Koenigkan, fundador do Think Tank Mercado & Opinião, a principal mudança não está na tecnologia, mas na forma como ela altera a dinâmica dos negócios. "As organizações passaram décadas competindo por escala, estrutura e capacidade de execução. Agora, começam a competir também pela velocidade das decisões. Ele reduz o tempo entre analisar informações e agir. Quem transformar conhecimento em estratégia com mais rapidez terá uma vantagem difícil de alcançar".

 

Na prática, a tecnologia passa a assumir tarefas operacionais, enquanto a estratégia ganha ainda mais importância nas decisões de negócio. À medida que agentes inteligentes assumem tarefas operacionais, cresce a importância da capacidade humana de definir prioridades, interpretar informações e orientar decisões estratégicas.

 

Koenigkan acredita que a inteligência artificial inaugura uma nova etapa na forma como as empresas competem. "Tecnologia nunca substituiu estratégia, ela apenas muda a velocidade com que as decisões podem ser tomadas. As empresas que entenderem isso primeiro terão mais condições de crescer do que aquelas que enxergarem a inteligência artificial apenas como uma ferramenta para ganhar eficiência".

 

Para Paulo Motta, sócio do Mercado & Opinião em São Paulo, o desafio é preparar as empresas para uma nova dinâmica de negócios, em que agentes de inteligência artificial passam a participar das decisões comerciais. "A inteligência artificial amplia a capacidade de resposta das empresas, mas não substitui a experiência de quem conhece o mercado. As organizações que conseguirem unir estratégia, capacidade de adaptação e velocidade estarão mais preparadas para crescer em um ambiente de mudanças cada vez mais rápidas".

 

Esse avanço ganhou espaço na agenda de executivos. O tema será debatido no próximo jantar promovido pelo Mercado & Opinião, em 28 de julho, em São Paulo, que reunirá Fernando Yunes, CEO do Mercado Livre, Guilherme Horn, CEO do WhatsApp no Brasil, César Gon, cofundador da CI&T, e Júnior Borneli, fundador da StartSe, para discutir os impactos dessa transformação na forma como empresas compram, vendem e crescem.

 

Durante muitos anos, vantagem competitiva significou produzir mais, vender mais ou investir mais. O Agentic Commerce acrescenta uma nova variável a essa equação. No fim, talvez a próxima empresa a ultrapassar seus concorrentes não seja a que investiu mais ou cresceu mais rápido. Seja apenas aquela que aprendeu a decidir antes das outras.

 

Sobre o Mercado & Opinião

O Mercado & Opinião é um Think Tank de inteligência coletiva, onde grandes nomes do mercado compartilham conhecimento, tendências e experiências que acabam influenciando decisões empresariais e econômicas. A iniciativa promove jantares, conferências e fóruns que se tornaram referência na agenda executiva brasileira, criando um espaço exclusivo para relacionamento de alto nível.

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