CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Nova corrida espacial: disputa agora é entre China e EUA

Publicado em: junho 16, 2026 | Por Johnes Hebert

*Professor e astrônomo Dr. João Canalle, coordenador da OBA e OBAFOG

 

A nova corrida espacial já está em andamento e, desta vez, a disputa acontece entre China e Estados Unidos. A missão chinesa Shenzhou 23 representa mais um passo no plano da China de levar astronautas à Lua até 2030.

 

A missão chamou atenção pelo tempo de deslocamento que levou apenas três horas para chegar à estação espacial chinesa Tiangong, período menor do que o registrado nas missões americanas. O feito demonstra o avanço tecnológico chinês e a estratégia adotada para ampliar sua presença no setor espacial.

 

Um dos tripulantes deve permanecer um ano no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano. O objetivo é preparar futuras missões tripuladas à Lua, especialmente diante dos desafios físicos enfrentados pelos astronautas.

 

Os principais problemas observados envolvem perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, desgastes psicológicos e distúrbios do sono. O astronauta brasileiro Marcos Pontes relatou sequelas após sua missão espacial em 2006, incluindo estenose nos canais auditivos, vitiligo, alterações hormonais, perda de densidade óssea, sangramentos nos ouvidos, alergias e mudanças de peso.

 

A Lua voltou ao centro do interesse mundial porque existe a intenção de estabelecer uma presença humana permanente. Isso envolve pesquisas sobre extração de água do solo lunar, proteção contra radiação, adaptação à baixa gravidade, ausência de atmosfera e variações extremas de temperatura.

 

Além disso, o satélite deve funcionar como um laboratório para experiências envolvendo geração de energia, construção de habitats, utilização de recursos locais e possibilidades de cultivo. Os estudos podem fornecer informações importantes para futuras missões.

 

Vale ressaltar que os Estados Unidos também seguem com seus projetos. A missão Artemis II, realizada neste ano, passou pelo lado oculto da Lua. Os quatro astronautas a bordo se tornaram as pessoas a viajarem mais longe da Terra na história. Já a futura missão Artemis III deverá testar capacidades de encontro e acoplamento entre a nave Orion e os sistemas comerciais de pouso humano.

 

Ainda neste ano, os chineses pretendem lançar a sonda Chang’e 7 em direção ao polo sul da Lua para estudar possíveis áreas de instalação de uma futura base lunar. O projeto coloca o país em disputa direta com os americanos, que também pretendem levar astronautas de volta à superfície lunar com o programa Artemis.

 

Quando os Estados Unidos chegaram à Lua pela primeira vez, em 1969, a China ainda não possuía um programa espacial estruturado. Hoje o país disputa espaço em igualdade na nova corrida espacial.

 

(*) Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle é astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).


Google Translator