CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Explosão de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista marca início da década no Brasil

Publicado em: junho 27, 2026 | Por Johnes Hebert

 Entre 2020 e 2024, o Brasil viveu uma verdadeira virada na identificação do autismo. Segundo a edição 2026 do Mapa Autismo Brasil (MAB) – considerada atualmente a maior pesquisa sobre o tema da América Latina –, quase 70% dos diagnósticos foram realizados nesse período. O levantamento entrevistou mais de 23 mil pessoas, entre autistas e familiares, e revelou um retrato amplo e inédito dessa população.

 

De acordo com o Censo 2022, o país tem cerca de 2,4 milhões de cidadãos autistas –1,2% da população brasileira. “Mais do que saber quantos são, precisávamos conhecer quem são essas pessoas. Foi dessa necessidade que nasceu o MAB”, explica Ana Carolina Steinkopf, coordenadora da pesquisa e idealizadora do Instituto Autismos.
 

A primeira edição do MAB, em 2023, foi restrita ao Distrito Federal. Agora, em 2026, o estudo de caráter qualitativo alcançou os 26 estados brasileiros e DF, consolidando-se como uma plataforma de inteligência de dados e pesquisa científica, aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade de Brasília (UnB).
 

Retrato nacional
 

Os participantes da pesquisa responderam a 43 perguntas de forma online, pela plataforma MonkeySurvey, reconhecida pelo meio acadêmico por sua eficiência. Entre os destaques do mapa, estão dados como:

  • 72,1% dos participantes têm entre 0 e 17 anos, mostrando que o diagnóstico é cada vez mais precoce;
  • 65,3% são homens, número que acompanha padrões internacionais, mas também pode indicar subdiagnóstico em meninas (34,2%);
  • 36,7% possuem o cartão Ciptea, documento oficial de identificação da pessoa com TEA. 30% afirmaram usar os serviços especiais disponíveis aos autistas, porém 22,1% disseram não usá-los;
  • 30% afirmaram estar desempregados, e, dos empregados, 21,2% disseram trabalhar no serviço público, demonstrando que a seleção por concurso acaba sendo a mais acessível para o autista, pois dispensa entrevistas durante o processo, revelando um certo preconceito com a condição;
  • A distribuição da idade do diagnóstico mostra que a maior parte das pessoas autistas recebe diagnóstico na primeira infância, com 51,71% diagnosticadas entre 0 e 4 anos, seguido de 17,11% entre 5 e 9 anos;
  • 55,3% informaram terem sido diagnosticados por médicos particulares, 23,1% por profissionais de planos de saúde e 20,4% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Além de dados sobre escolaridade, renda e inclusão em políticas públicas, o estudo reforça a importância de compreender o cotidiano dos autistas para orientar serviços e legislações.

 

Inclusão no Sabin
 

Apoiador da pesquisa por intermédio do seu Instituto, o Grupo Sabin vem adaptando as unidades da rede Sabin Diagnóstico e Saúde, uma das empresas do seu ecossistema, para atender melhor esse público. Desde 2023, o grupo treina funcionários e cria espaços de acolhimento específicos, com apoio do Instituto Autismos, de onde surgiu a parceria para a pesquisa. Hoje, já existem salas especiais em Brasília e São José dos Campos, além de uma parede sensorial em Blumenau.
 

“O TEA tem diferentes espectros e a simples padronização não é suficiente para atender as necessidades desse público. É necessária a compreensão dos aspectos comportamentais para a entrega de uma jornada personalizada e flexível para o atendimento a esses clientes e suas famílias. Por isso, nosso time foi capacitado e sensibilizado para identificar as preferências no atendimento”, conta Maria Alice Escalante, Gerente de Qualidade e Sustentabilidade do Grupo Sabin.
 

O movimento não é isolado: escolas, hotéis e grandes comércios também buscam entender e atender melhor pessoas no espectro. “O que não é reconhecido, não existe para políticas públicas. O MAB vem justamente para dar visibilidade”, reforça Ana Carolina.
 

Grupo Sabin | Referência em saúde, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), em 1984, e hoje está presente em 78 cidades, em 14 estados e no Distrito Federal, com uma rede de 362 unidades distribuídas de norte a sul do país. Com cerca de 7,4 mil colaboradores, a empresa atua com excelência em serviços de análises clínicas, diagnóstico por imagem, vacinação, check-up executivo e soluções em saúde, sempre pautada pela inovação, qualidade e responsabilidade socioambiental.
 

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra diferentes frentes de atuação, incluindo a plataforma Rita Saúde, que conecta pacientes a uma rede de parceiros, como médicos, farmácias e serviços diagnósticos, promovendo acesso à saúde de forma simples, eficiente e acessível.

Para conhecer mais sobre o Grupo Sabin, acesse o site da companhia. No LinkedIn da empresa também é possível conferir todas as novidades.

 

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