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Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Escola quilombola de Búzios inspira Guia de Educação Integral do MEC

Publicado em: junho 11, 2026 | Por Johnes Hebert

 


A E.M. Quilombola Professora Lydia Sherman e outras duas escolas do RJ são referências nas práticas da ensino integral segundo relatório do programa Escolas2030
 


 

A Escola Municipal Quilombola Professora Lydia Sherman, de Búzios, na Região dos Lagos do Rio, é destaque em guia lançado pela Secretaria da Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. O guia "Avaliação na Educação Integral: Guia para redes e escolas de educação básica", realizado em parceria com Ashoka e a Faculdade de Educação da USP (FEUSP), que sistematiza as experiências da pesquisa-ação do Escolas2030. Também integram o grupo como referências nas práticas de ensino no Rio de Janeiro a Associação Redes de Desenvolvimento da Maré e a E.M. Professora Acliméa de O. Nascimento, em Teresópolis.

 

As escolas se destacam pela adoção de projetos que incentivam a construção de experiências coletivas de aprendizagem e consciência social e política. No caso da E.M. Quilombola Professora Lydia Sherman a iniciativa destacada foi “A África em Nós: Conectando Territórios”, que expandiu diálogos entre os estudantes sobre equidade racial e identidade, além da criação de um ambiente mais receptivo à diversidade.

 

O Guia do MEC fornece ferramentas metodológicas e exemplos concretos para que gestores públicos e comunidades escolares formulem práticas de avaliação enraizadas em seus territórios, focadas em aprendizagens transformadoras. “Ele nasce da escuta de educadores e estudantes e propõe uma visão mais ampla de qualidade na educação, que inclui não apenas conteúdos acadêmicos, mas também competências essenciais para a vida em sociedade”, afirma Helena Singer, líder da Estratégia de Juventudes da Ashoka América Latina. Mais de 50 mil escolas entre municipais e estaduais já receberam o Guia em todo o Brasil.

 

A avaliação da educação integral e em tempo integral foi construída a partir de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) estabelecido entre o MEC e a Ashoka Brasil, em parceria com a Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Esse acordo está conectado ao Escolas2030, um programa internacional com duração de dez anos (2020–2030), conduzido no Brasil pela FEUSP e pela Ashoka. O objetivo deste ACT é utilizar os resultados e aprendizados acumulados pela pesquisa para prover insumos ao MEC no aprimoramento da avaliação do desenvolvimento integral dos estudantes.

“Em vez de partir de lacunas, o Escolas2030 valoriza experiências que já dão certo em territórios diversos e busca ampliá-las, conectando escolas e redes em torno de soluções concretas”, diz Helena.







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