A E.M. Quilombola Professora Lydia Sherman e outras duas escolas do RJ são referências nas práticas da ensino integral segundo relatório do programa Escolas2030
A Escola Municipal Quilombola Professora Lydia Sherman, de Búzios, na Região dos Lagos do Rio, é destaque em guia lançado pela Secretaria da Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. O guia "Avaliação na Educação Integral: Guia para redes e escolas de educação básica", realizado em parceria com Ashoka e a Faculdade de Educação da USP (FEUSP), que sistematiza as experiências da pesquisa-ação do Escolas2030. Também integram o grupo como referências nas práticas de ensino no Rio de Janeiro a Associação Redes de Desenvolvimento da Maré e a E.M. Professora Acliméa de O. Nascimento, em Teresópolis.
As escolas se destacam pela adoção de projetos que incentivam a construção de experiências coletivas de aprendizagem e consciência social e política. No caso da E.M. Quilombola Professora Lydia Sherman a iniciativa destacada foi “A África em Nós: Conectando Territórios”, que expandiu diálogos entre os estudantes sobre equidade racial e identidade, além da criação de um ambiente mais receptivo à diversidade.
O Guia do MEC fornece ferramentas metodológicas e exemplos concretos para que gestores públicos e comunidades escolares formulem práticas de avaliação enraizadas em seus territórios, focadas em aprendizagens transformadoras. “Ele nasce da escuta de educadores e estudantes e propõe uma visão mais ampla de qualidade na educação, que inclui não apenas conteúdos acadêmicos, mas também competências essenciais para a vida em sociedade”, afirma Helena Singer, líder da Estratégia de Juventudes da Ashoka América Latina. Mais de 50 mil escolas entre municipais e estaduais já receberam o Guia em todo o Brasil.
A avaliação da educação integral e em tempo integral foi construída a partir de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) estabelecido entre o MEC e a Ashoka Brasil, em parceria com a Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Esse acordo está conectado ao Escolas2030, um programa internacional com duração de dez anos (2020–2030), conduzido no Brasil pela FEUSP e pela Ashoka. O objetivo deste ACT é utilizar os resultados e aprendizados acumulados pela pesquisa para prover insumos ao MEC no aprimoramento da avaliação do desenvolvimento integral dos estudantes. “Em vez de partir de lacunas, o Escolas2030 valoriza experiências que já dão certo em territórios diversos e busca ampliá-las, conectando escolas e redes em torno de soluções concretas”, diz Helena. |