CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Conectividade e tecnologia são o novo insumo para o agro, e isso requer um debate estratégico do tema

Publicado em: junho 16, 2026 | Por Johnes Hebert

 


 

*Elizeu dos Santos
 

Imagine a rotina de Carlos, um produtor rural que tem uma janela de plantio apertada antes da chegada das chuvas. Há alguns anos, ele terminaria o seu dia exausto: passaria horas segurando o volante com firmeza para tentar manter a linha reta, calculando de forma complexa a aplicação de fertilizantes e torcendo para não sobrepor sementes nas manobras de cabeceira. O resultado do seu dia de trabalho só seria realmente conhecido semanas depois, quando a lavoura começasse a emergir.
 

Hoje, a história é bem diferente. As tecnologias presentes nas máquinas agrícolas possibilitam que o produtor tenha uma lavoura cada vez mais produtiva. As máquinas atualmente conseguem até assumir o direcionamento, fazer as manobras no final da linha, ajustar a quantidade exata de insumos para cada metro quadrado e enviar, em tempo real, todos os dados da operação direto para o celular do produtor.
 

A inteligência artificial (IA) e a conectividade deixaram de ser promessas distantes para se tornarem a realidade do dia a dia no campo. Essa é uma revolução que está redefinindo o papel do agricultor, que passa a ser mais do que um executor, e se torna um verdadeiro gestor de inteligência. No entanto, essa revolução esbarra em um gargalo estrutural que o Brasil precisa encarar de frente. Dados recentes da ConectarAGRO indicam que mais de 33% da área produtiva brasileira já conta com cobertura 4G ou 5G. Apesar de ser um avanço importante para o setor, ainda se trata de uma área pequena comparada ao vasto território nacional dedicado ao agronegócio.
 

A necessidade de investimentos para suprir essa lacuna da conectividade é indiscutível. No entanto, no cenário em que vivemos, vemos que a inovação precisa ser ainda mais resiliente. Tecnologias como o Valtra Connect, por exemplo, mostram que a inteligência da máquina deve ser superior às limitações do sinal de internet. Ao transformar o trator em um hub de dados capaz de armazenar informações offline e descarregá-las na nuvem ao primeiro sinal de rede, garantimos que o planejamento não pare.
 

A aplicação da IA nos maquinários também pode elevar a rentabilidade ao aplicar os preceitos da agricultura regenerativa. Na etapa de pulverização, por exemplo, já é utilizado o imageamento em tempo real, onde as máquinas identificam as plantas indesejadas e aplicam os defensivos de forma precisa e localizada, evitando desperdícios significativos e diminuindo o impacto ambiental.
 

Essa e diversas outras tecnologias do mercado fazem com que a máquina "converse" com o terreno, reduzindo o estresse do operador, a compactação do solo e proporcionando ganhos reais no rendimento de insumos e combustível.
 

A adoção de inteligência e conectividade não é mais uma opção de conveniência para grandes grupos econômicos, é o caminho para a sustentabilidade financeira. Com eficiência e inovação caminhando juntas, podemos comprovar que o maquinário atual está preparado para os desafios da agricultura do futuro e novas soluções de conectividade estão sendo desenvolvidas tanto por empresas como por governos de forma global. Agora, cabe a nós, como setor e como nação, garantir que a infraestrutura esteja à altura do talento e da tecnologia do nosso campo.

 

*Elizeu dos Santos é especialista em agronegócio e gerente de Marketing de Produto da Valtra e Fendt.
 


Valtra

A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: www.valtra.com.br

 

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

 

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