Avanços como protocolos menos invasivos, anestesia controlada e digitalização de exames ajudam a reduzir dor, ansiedade e abandono de tratamentos
São Paulo, maio de 2026 – O medo de ir ao dentista ainda é uma realidade para milhões de pessoas e segue como um dos principais fatores por trás do abandono de tratamentos e do agravamento de problemas bucais. Conhecida como odontofobia, essa condição vai além de um desconforto pontual e pode impactar diretamente a saúde.
Dados da Oral Health Foundation, do Reino Unido, mostram que 36% das pessoas evitam consultas por medo. No Brasil, estudos apontam que 2 em cada 8 brasileiros, apresentaram moderada ou severa ansiedade frente ao atendimento odontológico, enquanto e, segundo o CFO (Conselho Federal de Odontologia), 15% da população sofre de ansiedade odontológica. O cenário, no entanto, começa a mudar com a evolução das práticas clínicas e o uso de tecnologias menos invasivas.
Segundo a cirurgiã-dentista Luciana Sargologos, especialista em Odontologia Restauradora Estética e SDA KOL da EMS, a origem desse medo costuma estar ligada a experiências passadas, nem sempre próprias.
“Grande parte dos pacientes associa o consultório a episódios antigos de dor ou desconforto. Em muitos casos, esse medo também é construído a partir de relatos familiares, que acabam sendo internalizados ao longo do tempo”, explica.
Mais do que dor: os gatilhos da ansiedade
Embora a dor seja o fator mais lembrado, outros elementos contribuem para o estresse durante a consulta, como o som dos equipamentos, a iluminação intensa e a sensação de falta de controle.
Para reduzir esse impacto, estratégias simples de comunicação têm ganhado espaço nos consultórios.
“O desconhecido gera muita ansiedade. Quando o profissional explica cada etapa do atendimento e mantém o paciente informado, o nível de tensão diminui significativamente”, afirma a especialista.
Odontologia menos invasiva e mais confortável
Nos últimos anos, a odontologia tem incorporado tecnologias que transformam a experiência do paciente, tornando os procedimentos mais previsíveis e menos desconfortáveis.
Entre os avanços está o chamado Guided Biofilm Therapy (GBT), protocolo que substitui métodos tradicionais mais agressivos por uma abordagem focada na remoção do biofilme de forma controlada.
“O uso de água aquecida e partículas mais finas permite uma limpeza eficaz, mas muito mais delicada. Isso reduz a sensibilidade e muda completamente a percepção do paciente durante o procedimento”, explica Luciana.
Outras inovações também contribuem para essa mudança:
- Anestesia eletrônica: controla a velocidade da aplicação, reduzindo a dor associada à injeção
- Scanner intraoral: substitui moldagens tradicionais, evitando desconforto e náuseas
- Equipamentos mais silenciosos: diminuem estímulos que geram ansiedade
Prevenção ainda é o principal fator de mudança
Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas reforçam que o acompanhamento regular continua sendo o principal aliado para reduzir o medo e evitar procedimentos mais complexos.
“Quando o paciente procura o dentista apenas em situações de dor, a chance de precisar de intervenções mais invasivas aumenta, e isso reforça o ciclo do medo”, afirma.
A adoção de consultas preventivas permite diagnósticos mais precoces e tratamentos mais simples, rápidos e menos desconfortáveis.
De experiência traumática a cuidado contínuo
Na prática clínica, a mudança já é perceptível. Pacientes que evitavam o consultório por anos começam a retomar o acompanhamento ao perceberem que os procedimentos evoluíram.
“Hoje vemos pessoas que chegam com histórico de trauma e, aos poucos, conseguem ressignificar essa experiência. O consultório deixa de ser um espaço de tensão e passa a ser associado a cuidado e bem-estar”, diz.
Como reduzir a ansiedade antes da consulta
Especialistas recomendam algumas medidas simples para quem ainda sente desconforto:
- Informar o medo ao profissional antes da consulta
- Optar por horários mais tranquilos
- Buscar clínicas que utilizem tecnologias menos invasivas
- Utilizar técnicas de respiração para controle da ansiedade
Sobre a EMS
Fundada em 1981, a EMS (Electro Medical Systems) é uma empresa suíça referência global em tecnologias médicas, com atuação nas áreas de odontologia, terapia da dor e urologia. Reconhecida pela combinação entre inovação, precisão e evidência clínica, a companhia tem se destacado pelo desenvolvimento de abordagens voltadas à prevenção e ao cuidado minimamente invasivo, como o Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), voltado ao controle do biofilme dental. Clínicas certificadas na técnica podem ser consultadas por meio da plataforma GBT Finder.
Sobre Dra. Luciana Sargologos
Dra. Luciana Sargologos é especialista em Odontologia Restauradora Estética (APCD-SP) com graduação em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo (1992). Com foco em tecnologia e experiência do paciente, integra soluções digitais para planejar e executar tratamentos de alta previsibilidade, incluindo cirurgia guiada e protocolos estéticos. É pós-graduada e professora em Odontologia na Medicina do Sono, com atuação no diagnóstico e tratamento de ronco e apneia do sono associados a recursos digitais. Também é planejadora de cirurgia guiada de implantes , é SDA KOL da EMS e integrou a equipe odontológica do Comitê Olímpico Brasileiro durante os Jogos Olímpicos de Atenas (2004).