Absorção cresce 56% em relação ao ano anterior e preços sobem 10%; região central concentra mais de 70% da demanda Dados da Colliers indicam que o mercado de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro iniciou 2026 em trajetória de recuperação, com redução da vacância, crescimento relevante das locações e valorização dos ativos no primeiro trimestre. A taxa de vacância dos edifícios classe A+ e A recuou para 20%, sinalizando melhora gradual na ocupação dos empreendimentos. O movimento é resultado do crescimento expressivo na área locada e ausência de novo estoque. No acumulado dos últimos 12 meses, a absorção bruta já se aproxima de 100 mil metros quadrados, reforçando a retomada do mercado e o aumento da confiança por parte das empresas na ocupação de escritórios físicos. A região central concentrou mais de 70% da área locada no trimestre, consolidando-se como o principal vetor de demanda na cidade. A Orla, que nos últimos anos atraiu um volume expressivo de empresas, perdeu participação diante da escassez de espaços disponíveis na região. O aquecimento também começa a se refletir nos preços. O valor médio pedido dos edifícios classe A+ e A registrou alta de 10% nos últimos 12 meses, indicando uma recuperação gradual após anos de pressão sobre os valores de locação. A expectativa é de que o Rio de Janeiro não receba novas entregas de edifícios corporativos em 2026, o que deve contribuir para contínua redução da taxa de vacância e ligeira elevação dos preços pedidos. Para Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, os dados indicam uma mudança de ciclo no mercado carioca. “O mercado de escritórios do Rio de Janeiro começa a apresentar sinais mais consistentes de retomada, com redução da vacância, aumento relevante das locações e valorização gradual dos ativos. A ausência de novo estoque deve contribuir para acelerar esse processo ao longo do ano”, afirma o executivo. Segundo ele, a tendência é de continuidade desse movimento, ainda que de forma gradual. “Com a retomada da atividade econômica e a reocupação dos escritórios, esperamos uma evolução contínua dos indicadores, com impacto positivo sobre os preços e maior equilíbrio entre oferta e demanda”, completa. |